Algumas tendências do verão 2010

Brilho

Ele já deu as caras no inverno e deve continuar em alta. Figurinha conhecida da noite, o paetê também pode ser usado durante o dia em um look casual. Jeans desbotados e malhas são bons parceiros.


Os paetês sempre foram sinônimo de luxo e de roupas de festa. Eles voltam à nova temporada de calor, mas, com uma diferença: agora serão usados em plena luz do dia!

Veja abaixo algumas dicas de como usar paetês no Verão 2010:


– Dentre todos, o maxi paetê é o mais poderoso. Vale a pena investir em peças de maxi paetês com sapatos de brilho ou não, dependerá do quanto você é ousada ou possui uma personalidade marcante.
– O paetê dourado, misturado ao preto, é ideal para um vestido de festa onde o evento pede uma produção mais requintada;
– Invista em paetês de diversas formas e cores em saias, blusas, vestidos, biquínis, jeans, sapatos, sandálias, etc. Apenas tome cuidado com o exagero, harmonize com peças lisas;
– Uma forte vertente que vem com tudo para o verão 2010 é utilizar brilho com transparência, como foi visto no desfile da Maria Bonita Extra. Sobreponha tecidos transparentes ao brilho pois isso deixá-lo-á mais leve e ideal para o dia.

Transparência

Ela aparece para dar uma leveza sofisticada e sensual a um verão de brilho e cores. A pele se esconde por trás de sobreposições de tecidos e volumes. Vale tudo!

As transparências, nessa estação, aparecerão em blusas, saias e vestidos, dando uma aliviada na estação mais quente do ano, por sugerirem leveza e frescor.
Para fazer bonito, aposte nas peças feitas de tule, organza e musselina, mas lembre-se de usar o bom senso, a fim de não tornar seu look vulgar.
A boa notícia é que as transparências, no verão, irão esconder mais do que revelar. Ou seja, tecidos transparentes usados mais como sobreposição do que para mostrar a pele. Desta forma, o look se torna mais elegante e leve, o que é ótimo para o verão.

Esporte

Elementos esportivos ganham status fashion nas passarelas em tecidos, detalhes e cortes que exploram a funcionalidade e conforto.

Esporte Fino

Super despojado, acho que conforto é maravilhosooooo!

Alfaiataria

Esqueça o clima formal, agora as modelagens são casuais e saem às ruas em produções despojadas.

As peças de alfaiataria são um clássico na moda e nunca ficam de fora. A técnica para a confecção de roupas estruturadas e sob medidas, é muito conhecida por sua perfeita modelagem, corte, acabamento e caimento impecável ao corpo. A arte da alfaiataria se disseminou lentamente pela Europa entre os séculos XII e XIV e durante os séculos seguintes, os alfaiates praticamente dominavam a moda.

Essa técnica resiste até os dias de hoje, e na tendência primavera/ verão 2009-2010, muito foi visto de alfaiataria nas principais passarelas nacionais para a estação.

Vou deixar aqui as 10 principais tendências femininas

  • Drapeados e Plissados
  • Cintura alta
  • Paetês

  • Curtíssimos
  • Tomara-que-caia
  • Macacão ou Macaquinho
  • Moda praia comportada
  • Transparência como sobreposição
  • Ombros marcados
  • Cavalo baixo

Espero que ajude um pouco, com essas dicas, dá pra ficar bem ligadinhas na moda primavera/verão 2009/ 2010.

Mais algumas dicas:

A estação mais quente do ano se aproxima e com ela muitas novidades, sendo que algumas se repetiram e continuam com força. Sempre bate aquela dúvida do que usar, como usar, o que vai cair bem ou o que evitar. Através de um resumo sobre as tendências primavera – verão 2009/2010 e de acordo com cada estilo, inspire-se e crie seu próprio look!

Cores:

Vão desde os tons de pele (nude) aos tons mais fortes e flúor dos anos 80. Uma dica: Caso não use peças com cores fortes, opte por acessórios coloridos.

Transparências:

Sutis ou evidentes, exaltam a sensualidade da mulher. Uma dica: Use com sobreposições.

Romantismo:

Dobras, pregas, babados, laços (em roupas e acessórios), flores (estampadas ou feitas do mesmo tecido), rendas delicadas e tons suaves. Volumes na parte superior do corpo, presente na maioria das peças.

Vestidos:

Maxi-vestidos vem com mais força, fluidez mais suave ou mais evidente. Os curtos, ajustados ou mais fluidos, são uma alternativa apenas para as mais jovens. Assimetria de mangas e alças, decotes profundos, drapeados e plissados estilo deusa grega, um ombro só e tomara que caia também são presença garantida neste verão.

Alfaiataria:

Blazeres leves, bem ajustados, e mais curtos, utilizados também como vestidos. Coletes mais justinhos e curtos. Paletós para acompanhar quando bater um friozinho, substituindo os tricôs e jaquetinhas. Uma dica para tornar uma peça de alfaiataria mais jovem: Use uma camiseta num tom mais forte.

Anos 70:

Calças pantalonas em várias versões, indo desde o despojado ao mais sofisticado. Cintura alta, bem marcada, por cintos, fitas, faixas, amarrações ou pelas calças. Dica: faixas – para as altas deve ser usada próxima à cintura, para as baixinhas abaixo dos seios, o que vai dar a impressão de uma silhueta alongada e para as gordinhas, o melhor é evitar e optar por modelos mais soltos ao corpo.

Anos 80:

Uma tendência que se repetiu e continua forte, trazendo uma pegada esportiva, sendo que com toques de luxo. Volumes nos ombros e quadris vêm no embalo. O balonê volta com força. Cores fluo em peças e acessórios.

T-shirts:

Vieram com destaque, também sendo utilizadas como vestidos. Paetês, estampas e metais estão presentes nas peças.

Macacões:

Em vários estilos, desde a alfaiataria até utilitário, com muitos bolsos e tecidos tecnológicos. Estão mais soltos ao corpo. Sobreposições e mistura de padronagens são bem vindos.

Brilhos:

Presentes em aplicações com pedras, cristais, lantejoulas, paetês, pérolas e metais. O paetê vem forte e ganha os mais variados tamanhos.

Estampas:

Grafismo, incluindo listras e bolas de diversos tamanhos e cores, florais que foram renovados em seus desenhos e tamanhos, aquareladas, étnicas, tribais e de bichos, que continuaram e invadem o verão.

Moda praia:

Está mais chic, com peças que podem ser utilizadas para sair além beira-mar, como maiôs que viram bodys. Drapeados e recortes presentes na maioria das peças.



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Lançamento do Perfume da Melissa

As sandálias Melissa presenteiam suas fãs com o perfume original da marca! Todo mundo adora aquele cheirinho característico de uma sandália Melissa.

E não é de hoje que suas fãs vêem pedindo para ter essa fragrância ao alcance de suas mãos!

A Melissa é a única sandália que antes das compradoras experimentarem nos pés, a leva diretamente ao nariz, a fim de sentir aquele maravilhoso cheirinho!

Pensando nisso que a Melissa resolveu presentear suas clientes com o novo e exclusivo perfume da Melissa.

Edson Matsuo, diretor de criação das Melissas, apresentou o frasco todo arrojado do primeiro perfume da marca!

A fragrância foi criada pela conceituada Casa Givaudan, responsável por grandes sucessos como, Angel, J´Adore, L´Air du Temps, Armani Code for Him, Opium e Prada Infusion d´Iris. Com certeza, o perfume vai virar hit e fazer sucesso como as sandálias Melissa!



Desenhos de moda!

Gente, já falei que amo desenhar?

Pois bem gente, eu desenho e os meus desenhos preferidos são os de moda, tem tudo a ver comigo!

  • Estou colocando uns aqui pra quem quiser conferir, enfim, opinem, ficam a vontade! Bjo

Espero que estejam gostando! Mais um, esses são feitos pelo coreldraw.

Este acima é feito a mão, com canetas magic color, lápis de cor e caneta contorno. ^^

Gostaram? Daqui uns dias posto mais!! Quem quiser dicas é só falar comigo por aqui ou pelo meu email: luazlu@gmail.com

Dicionário da Moda

A

Aba
Parte anexa pendente de certas peças do vestuário. É também o nome que se dá ao rebordo do chapéu.
Abadá
Camisolão largo, comprido e de mangas curtas originário do norte da África. No Brasil é usado pelos integrantes de blocos carnavalescos como fantasia.
Abotoaduras
Peças removíveis, próprias para fechar punhos. Possuem uma haste de metal com trava e uma extremidade de formas variadas com enfeites que podem ser pedras preciosas, brasões, desenhos abstratos ou esmaltação.
Abrigo
Conjunto de calça e blusão, quase sempre confeccionado de moletom ou náilon, que é usado geralmente para atividades esportivas.
Acessórios
Grande número de itens que compõem os trajes femininos e masculinos. Entre eles bijuterias, bolsas, cintos, relógios, lenços, etc. A partir dos anos 1980, ganharam destaque principalmente no guarda-roupa das mulheres.
Acetato
É uma fibra artificial feita de celulose, obtida por processo semelhante ao da viscose, utilizada como substituta da seda natural. Não reage bem aos processos normais de tingimento.
Acolchoado
Tecido de algodão em formato quadrado que deixa partes em relevo. Veja também matelassê.
Acrílico
(Poliacrílico) Fibra sintética que melhor substitui a lã.
Adamascado
Esse tecido possui desenhos brilhantes e opacos em sua constituição e aparece sempre em coleções com inspiração no Oriente. Pode ser de seda, raiom, linho ou algodão. É muito usado nas roupas femininas.
Afro
O estilo de moda traz trajes, tecidos e até os tipos de cabelo inspirados na África. A influência africana teve uma explosão fashion em meados do século 20, quando o estilo black power tomou conta dos movimentos de valorização dos descendentes africanos. Depois vieram os rastafári e constantemente os estilistas vão buscar novas ideias para suas coleções nesse gênero.
Agasalho
Conjunto de calça e blusa de mangas compridas usado para a prática esportiva. Pode ser confeccionado com moletom, helanca ou náilon. Também é conhecido por abrigo, training, jogging e moletom.
Albene
Tecido produzido com fio de acetato opaco.
Alfaitaria
Oficina onde são produzidas peças com cortes masculinos, como paletós, calças, camisas e coletes sob medida.
Alfinete
Pequena haste fina de metal com ponta que serve para prender objetos. O alfinete tem vários tamanhos e formatos. Eles podem ser finos e médios com cabeças pequenas e chatas, para marcar peças de roupa para a costura, curtos com cabeças de plástico colorido, para colocar em quadros de cortiça ou mapas de localização. Também há aqueles que seguram as fraldas de criança, com duas hastes e uma cabeça com encaixes, que liga os dois lados. Nos anos 1940, os homens começaram a enfeitar suas gravatas com alfinetes de ponta de pérola ou pedra preciosa e as mulheres colocavam em seus chapéus para torná-los ainda mais femininos. O alfinete pode ser acoplado a botons e também vira broche. Já os punks, na década de 1980, lançaram moda ao usar esses apetrechos adornando seu próprio corpo, como no nariz, na barriga, nas sobrancelhas e muitos outros inimagináveis.
Algodão
É uma fibra natural que serve de matéria-prima para a produção de vários outros tecidos. Também conhecido como cotton (terminologia em inglês).
Algodão egípcio
Mais durável e macio do que o algodão convencional.
Algodão penteado
O fio desse tecido se torna mais macio e resistente a partir do processo em que as fibras mais curtas são eliminadas.
Algodão pima
Tão apreciado quanto o algodão egípcio, esse tecido com fibras longas é encontrado apenas no Peru.
Algodão upland
De fibras curtas, o upland é o mais plantado no mundo e funciona de base para comparação de qualidade com os outros tipos de algodão. Algodãozinho
Tecido cru feito com fibras de algodão.

Alpaca

Tecido genérico (Algodão/viscose) que serve como forro em peças de roupa.

Anágua
Peça de baixo feita de tecido leve e usada como se fosse uma segunda pele. Pode ser feita de linho, algodão ou musselina. A princípio, ia até a altura dos quadris e os homens a colocavam por baixo da camisa. Só na Idade Média virou uma roupa feminina, parecendo um colete. Mas, depois de ser substituída pela camisa íntima, foi alongada e se transformou em saia de baixo. Por volta do ano de 1860, entrou na moda na cor vermelha em apoio à revolução dos camisas vermelhas, de Garibaldi. Já no século 20, ficavam escondidas, apenas para disfarçar transparências. Yves Saint Laurent, em 1970, tentou renascer a peça, colocando-a aparente por baixo de saias jeans, ao estilo camponesa.
Anarruga
É um tecido de efeito encrespado, obtido através de processo químico.
Ankle boots
Modelo de botas que tomou conta do inverno 2007. Pode ser de cano curto (vai até abaixo da linha média da canela) ou sem cano (alcança o tornozelo). Os materiais variam entre camurça, couro e verniz.
Argyle
Estampa típica de roupas escocesas, é composta por listras e losangos coloridos. Esse padrão aparece em tricôs – feitos à mão ou à máquina – e em tecidos como lã e algodão. O desenho também pode ser obtido por meio de estamparia.
Arrastão
Tipo de meia-calça feita com malha, com ligamentos bem abertos, como se fosse uma rede de pescador.
Artsy
Estampa inspirada nas obras de arte. Os desenhos abstratos dos pintores Jackson Pollock e Mondrian estão em alta neste verão e aparecem em vestidos, blusas e calças.
Aviamento
Nome que se dá aos elementos que são pregados à roupa, como miçangas, fivelas, entretelas, fitas, botões, linhas, cós, galões e zíperes.

B

Babado
Pedaço de tecido em tira franzida e costurada à barra de uma peça de roupa, que pode ser saia, manga de blusa, calça ou vestido. Ele pode ser de tecido e estampa diferentes.
Babuche
Chinelos fechados na frente, cobrindo o peito do pé, e sem salto, normalmente feitos de couro. Foram muito usados nos anos 1960 e 1970 e voltaram com força no começo dos anos 2000. São originários dos países árabes e conhecidos também como babuchas.
Baby-doll
Conjunto de dormir composto por blusa com short ou calcinha, feita de malha, seda ou cetim.
Baeta
Tecido felpudo feito de lã.
Baggy
Modelo de calça larga nos quadris e justa nas pernas. Foi hit nos anos 1980.
Baguete
Bolsa lançada pela marca italiana Fendi em 1997, que é retangular e fechada por uma grande fivela. O modelo recebeu esse nome porque é levado do mesmo jeito que os franceses carregam o tipo de pão baguete: debaixo do braço.
Bailarina
Tecido de malha de poliamida texturizada e gramatura média.
Bainha
Dobra da barra do tecido de calça, saia, vestido ou casaco. É um arremate que faz a diferença no acabamento da roupa.
Balonê
Saia, vestido ou short franzido na cintura, formando um balão e se fechando em direção à barra. Foi popular na década de 1950 e nos anos 1980.
Bandagem
Semelhante a ataduras, esse tecido de algodão é leve, vazado, de aspecto rústico e creponado.
Bandana
A origem da palavra vem do sânscrito bandhna, ou bandha, que significa amarrar. No Ocidente do século 19, as bandanas, de tamanho um pouco maior do que o atual, eram pedaços de pano que serviam de lenços e eram carregados nos bolsos para limpeza eventual de óculos e rosto. Os caubóis americanos usavam seus lenços amarrados no pescoço para se proteger de vento e areia, cobrindo nariz e boca. Foram os hippies que, no final da década de 1960, passaram a usar lenços coloridos em forma de echarpe como acessório, o que depois inspirou muitos roqueiros. Nos esportes, usam-se muito as bandanas enroladas e amarradas na testa para conter o suor.

Barbatana

Haste removível ou não, presente em costuras de tecidos duplos que servem para dar sustentação à roupa. É usada em peças como corpetes e vestidos tomara-que-caia.

Basque

Tipo de saiote rodado, franzido ou pregueado. A origem da palavra é francesa e significa parte de uma peça de roupa que cobre os quadris a partir da cintura.

Bata Blusa
com modelagem evasê que geralmente vai até o início dos quadris. O modelo com inspiração indiana, feito de tecido fino, ficou popular na moda dos anos 1970. Esse modelo de blusa é muito usado por mulheres grávidas por acomodar bem a barriga.
Batista
Tecido fino, parecido com a cambraia de linho que foi criado no século 13 pelo tecelão Batiste Chambray. Muito usado para fazer lenços e lingeries.
Baydère Tecido listrado de cores variadas, usado pelas dançarinas.
Belle époque
Requintados cavalheiros e damas caracterizaram esse período da história (1895-1914). Paris, chamada de “a capital do luxo”, influenciava o mundo com suas arte, música, dança e moda. As mulheres da burguesia usavam grandes chapéus, saias compridas e cintura marcada através do espartilho, difundido pelo principal estilista dessa época, o inglês Charles Frederick Worth (1825-1895), o pai da alta-costura para os estudiosos de moda. Os homens também caprichavam no visual com fraques, casacas, colarinhos engomados, coletes, chapéus ou cartolas e bengalas. No Rio de Janeiro, então capital brasileira, o centro fervilhava de comerciantes de moda, cabeleireiros e perfumistas, todos europeus, e o ponto de encontro era a Confeitaria Colombo. Em 1914, a Revolução Industrial trouxe a produção em série para as indústrias têxteis e a moda luxuosa foi ficando apenas para festas e noites de gala.
Bengala
O nome desse acessório tem origem na cidade de Bengala, na Índia, onde a matéria-prima era muito encontrada. No início, era somente um cajado feito de bambu ou junco que servia de suporte para pessoas com problemas de locomoção. A partir dos séculos 18 e 19, passou a fazer parte do traje masculino junto com o chapéu. As bengalas podiam ser encontradas em prata, osso, chifre, ouro ou madrepérola. É um acessório que dá charme e elegância a quem usa.
Blazer
Paletó com modelagem reta ou acinturada e comprimento que varia da altura do ossinho dos quadris até o alto das coxas. O blazer pretoé um curinga em qualquer guarda-roupa. O modelo azul-marinho de botões dourados é um clássico e é moda no verão 2008.
Blusê
Efeito de costura que se pode criar numa blusa ou num vestido. A parte de cima da peça é mais larga, terminando mais justa e ligeiramente franzida na cintura.
Boca-de-sino
Calça de barra ampla em forma de sino. Diferentemente da pantalona, ela se abre apenas a partir do joelho.
Boêmio chique
Estilo resgatado por famosas como a top model Kate Moss e a atriz Sienna Miller, que tem inspiração no movimento hippie e mistura peças étnicas e retrôs. Tem contrastes nas roupas entre tecidos nobres e casuais no mesmo look e aposta nos acessórios de couro ou camurça.
Boina
Gorro macio e circular, geralmente confeccionado de crochê e feltro que teve origem no auge da cultura greco-romana. Dois modelos são mais comuns de se encontrar: basco, com as bordas aparentes, e modeline, sem bordas. Na década de 1840, a boina era a última moda e era enfeitada com plumas, fitas e flores. Voltou à popularidade no período entre as duas guerras mundiais e fez sucesso também no final da década de 1960 e início de 1970, quando a atriz Faye Dunaway fez uma personagem famosa que usava boina no filme ganhador de um Oscar, Bonnie & Clyde.
Boina
Espécie de boné circular, confeccionado em jeans, veludo, ou lã. As artesanais, de tricô ou crochê, são de algodão ou lã. Há versões masculinas e femininas. Além de proteger a cabeça do frio, o acessório dá personalidade à produção.
Bolero
Casaquinho aberto, com ou sem mangas, que vai até quase a altura da cintura. Tem origem espanhola. Pode ser usado por cima de camisetas e vestidos.
Bolso faca
É embutido na diagonal das peças, como calças, shorts e saias, e pode ter barra simples ou com acabamento do tipo viés.
Bombachas
Calças bem largas típicas dos gaúchos. São afuniladas na canela, abotoadas ou não, e usadas com botas. O tecido para a confecção das bombachas geralmente é liso, mais resistente e de cor forte. Como os favos do tecido são mais simples, a poeira não acumula na roupa, e o peão, que trabalha no campo e no pasto, se suja menos.
Borduir
Na época de Luís XVI, esse era o nome dado aos cômodos utilizados pelas mulheres para se maquiar e vestir as anáguas. A partir do século 20, a palavra passa a ser utilizada também na moda, referindo-se à estética inspirada nas roupas íntimas dos guarda-roupas femininos. Rendas, babados e cetins compõem essas peças, que se caracterizam pelo romantismo e pela sensualidade discreta.
Botonê
Tecido que remete ao côco ralado (pequenas fibras enroladas).
Bouclê
Fio de textura crespa, original do francês boucler (encaracolar).
Boxer-short
Short com cós, elástico e fendas laterais, que dão liberdade de movimentos aos lutadores de boxe. O mundo fashion se inspirou nesse estilo e criou versões femininas e infantis.

Bracelete

Espécie de pulseira usada no braço ou antebraço pelas mulheres. Era símbolo de coragem para os guerreiros teutônicos, tribo germânica do Império Romano.

Brim Tecido super-resistente e grosso. É utlizado para a confecção de roupas, como calças, saias e casacos, e também na decoração de interiores para forração.

Brocado
Jacquard trabalhado em fios de ouro ou prata. Surgiu do francês broucart (ornamentar).
Burberry
Marca famosa que lançou um tecido impermeável criado por Thomas Burberry, no século 19. Ele reparou que os fazendeiros usavam roupas de linho, que eram frescas no verão e quentes no inverno. Baseado nisso, Burberry aplicou os mesmos princípios a outras roupas e, em 1879, desenvolveu um tecido à prova d’água que passava por um processo químico antes da tecelagem. Ele chamou o tecido de gabardine e hoje as capas Burberry de gabardine são muito desejadas e compradas no mundo todo.

C

Caban
Essa lã grossa, meio impermeável, é usada para confeccionar um agasalho de mesmo nome.
Cacharrel
Blusa de malha fria, de toque macio, com gola alta e justa ao corpo. Existem modelos de mangas curtas e compridas. A origem do nome é inexplicada e não possui relação com a grife francesa Cacharel.
Cache-coeur
Decote cruzado, também conhecido como envelope, usado em blusas com ou sem manga e em vestidos. É ótimo para algongar a silhueta e disfarçar seios grandes.
Cachecol
Tira longa e estreita, geralmente feita de lã, seda ou outro tecido. Como é enrolado no pescoço, o cachecol pode proteger do frio em dias de inverno ou servir para dar charme ao look.
Caftã
Túnica oriental comprida de mangas largas e unissex muito comum no Marrocos. No Ocidente, foi auge na era hippie por causa da grande influência que esse movimento teve da cultura oriental também na moda. Elas eram lisas e coloridas, estampadas ou rebordadas no punho, usadas despojadamente. Com sandálias baixas ou altas, babuches e até descalço. No começo dos anos 2000, alguns estilistas voltaram a usar a peça em algumas coleções.
Calça Capri
Peça feminina com o comprimento mais curto nos tornozelos, muito usada nos anos 1950. Ela recebeu esse nome em homenagem à Ilha de Capri, balneário italiano elegante onde as mulheres passaram a usar esse estilo de calça. O estilista Emilio Pucci foi um dos primeiros a criar calças com essa modelagem.
Cambraia
Tecido que pode ser produzido em linho e algodão. Textura encorpada. Utilizada em vestidos delicados, mantas e enxovais de bebê.
Camelo
Os pelos de camelo compõem esse tecido que é misturado à lã e tem textura bem macia. Esse tipo de tecido é muito usado para fazer mantôs.
Canelado
Tecido com listras verticais ou horizontais em relevo, semelhante ao cotelê.
Canga
Peça de tecido leve de tamanho retangular usada pelas brasileiras como saída de praia. Estampada ou lisa com franja ou adornos nas barras, a canga geralmente é vestida enrolada, amarrada lateralmente ou como frente-única. Nos anos 1980, Bali passou a ser um grande exportador de cangas para o Brasil.
Cânhamo
É do cânhamo, herbácea da mesma família da Cannabis saativa (popularmente conhecida como maconha), que esse tecido é feito. Sólido e resistente, esse material faz um tecido brilhante e suave. A extração das fibras dessa planta é parecida com a do linho e elas são usadas em tecidos finos, calçados, cortinas, cordas, rede de pesca e lonas.
Canutilho
Miçanga de forma alongada e com brilhos para enfeites e guarnições de vestuário feminino. Geralmente é usada em roupas de festa.
Canvas
Tecido forte e durável feito de algodão. Muito usado na confecção de casacos e bolsas. Originalmente era feito em linho ou hemp para confeccionar as velas dos barcos.
Capote
Capa ou casaco longo, que pode ter ou não capuz, feito de diversos tipos de tecido, de preferência pesados para proteger do frio e da chuva.
Capuz
Peça do vestuário que cobre a cabeça, geralmente encontrado em capas, casacos ou capotes. Os modelos de agasalhos de moletom e malha também trazem a peça como complemento.
Cardigã
Casaco ou suéter sem gola com abotoamento frontal. Tem o decote redondo ou em V e suas mangas são sempre compridas.

Casa de abelha

O desenho desse tecido parece com favos de mel, efeito obtido por meio da alternação do urdume e da trama.

Casaqueto

Refere-se a qualquer casaco curto, de qualquer modelo. É usado com vestidos tomara-que-caia, blusas e camisetas.

Cashmere
Lã fina e macia feita do pelo da cabra da região de Caxemira, na Ásia. O fio pode ser puro ou misturado a outras lãs e tecidos. No século 19, o termo virou sinônimo de estampa com formato de folhas de pontas curvadas, que coloria xales e túnicas indianas.
Casimira
Tecido encorpado de lã, muito usado em peças masculinas.
Cetim
Tecido brilhante, macio e liso de origem chinesa. Existem diversos tipos e composições diferentes. De acordo com a qualidade, é utilizado na alta-costura, roupas finas, moda íntima ou trajes regionais.
Cetim boucol
Tipo de cetim pesado, muito utilizado nos vestidos de noivas e na alta costura.
Cetim charmeuse
As características principais desse tecido são o brilho intenso e a trama que pode ser vista no avesso. Tem bom caimento por ser 100% poliéster.
Cetim duchese
Muito usado na alta-costura e nos vestidos de noiva, esse tipo de cetim é mais brilhante e pesado que o cetim tradicional.
Cetim peau d’ange
Mais encorpado que o comum, também conhecido como vison, este cetim possui um brilho discreto, muito usado em enxovais domésticos. Expressão vinda do francês pele de anjo.
Cetim zebeline
Pesado e de brilho acetinado é perfeito para os modelos evasê.
Challis
Nascido do hindu – toque agradável – é produzido com viscose fiada.

Chamalote

A posição do fio no tecido produz um efeito ondeado. Também chamado de lã com mistura de seda.

Chambray

Similar ao índigo, o tecido 100% algodão é feito com fios tintos de azul-claro. Sua origem francesa é a mesma da cidade de outro tecido de algodão: Cambraia.

Chamoix(Camurça)
Tecido feito de qualquer matéria-prima (principalmente algodão) acabada em flanelagem. Imita a pele de camurça e o veludo.
Changeant
Parecido com o furta-cor, este tecido aparenta mudança de cor (camaleão).
Chaton
Aviamento com aspecto de pedra, tem uma das faces plana. Feito para bordar ou colar sobre o tecido.
Chemisier
Peça do guarda-roupa feminino com o corte estilo camisa. Usada como vestido.
Chenille
Felpudo de algodão utilizado em roupões e colchas.
Chiffon
Tecido extremamente leve e fino, produzido de fios muito torcidos. É feito de seda, lã ou fibras sintéticas. Tem sido utilizado quase exclusivamente para roupas de noite. Nas décadas de 1950 e 1960, lenços de chifon eram populares como acessórios de moda.
Chint
Feito de algodão, muito leve, possui um acabamento firme e brilhante. Muito utilizado em decoração de ambientes.
Chulear
Costurar o tecido para dar um acabamento nas bordas e evitar que o pano desfie.
Ciré
O ciré é o processo pelo qual a cera, aplicada através do calor e da pressão, torna os tecidos lisos e brilhantes, como o cetim, por exemplo.
Clean
A palavra significa limpo, em inglês. A partir da década de 1980, foi utilizada para definir um estilo de roupa com corte simples, feita de cashmere, seda e linho. Cores sóbrias, como preta, branca e cinza, completam o look minimalista, que tem a grife Calvin Klein como uma das principais representantes.
Cloche
Modelo de chapéu que tem a forma de um sino. O acessório foi destaque nos anos 1920.
Cloquê
Tipo piquet, com efeito de alto relevo, produzido por fios de crepe ou de encolhimento elevado.
Coenizado
Esse tecido é feito por um processo em que o forro é prensado através de calor ao tecido, deixando sua consistência mais durinha. É usado em modelos mais estruturados.
Colete
Peça do vestuário caracterizada inicialmente pela ausência de mangas, fechamento simples ou cruzado com abotoamento frontal. No final do século 19, as mulheres passaram a usar colete com saias e blusas. Modelos de estampa risca-de-giz foram moda nos anos 1960. A versão atual é curta e pode ser aberta, ter botões ou zíper.
Copa
É a parte superior do chapéu que envolve a cabeça.
Corduroy
Tecido de veludo canelado, geralmente de algodão, limpável e nas versões laváveis e stretch com elastano.
Corpete
Também conhecido como corselete, é um item do vestuário feminino que se ajusta ao peito e pode ter ou não armações de barbatana. Na Idade Média, era usado por baixo das armaduras para proteger o peito e as costas dos cavaleiros.
Cós
Tira de tecido que circunda certas peças de vestuário, principalmente calças e saias, na altura da cintura. Calças com cós alto e botões estão em alta no verão de 2007/2008.

Cotelê

É um tecido estriado, de algodão ou raiom, com pêlo de veludo. Durável, até o século XIX era associado a cavalariços e lavradores. Durante o século XIX foi utilizados para calções, casacos e trajes de caça. Tornou-se popular no século XX, em roupas informais, principalmente paletós, saias e calças.

Cotton

Do inglês algodão.

Coturno
Usado na antiguidade pelos atores de tragédias gregas, esse calçado cobria o pé e parte da perna, sendo amarrado a partir daí com cordões. Na moda contemporânea, esse nome designa botas de meio cano com cadarço trançado, muito usada por tribos urbanas, como skinheads e punks.
Coutil
Muito resistente, o coutil é feito de algodão ou linho. É utilizado em calças, sapatos etc.
Crepe
Apresenta um aspecto enrugado provocado por uma torção diferenciada em seus fios.
Crepe
casca de melão Versão pesada do crepe, porém com um lado acetinado. Utilizado em vestidos, trajes a rigor, lingerie etc.
Crepe chiffon
Tecido semelhante à musselina, quase sempre feito de poliéster, é leve e transparente, além de apresentar uma textura enrugada e fluida.
Crepe da China
Muito fino e leve, o tecido é composto por seda ou poliéster.
Crepe georgette
Tecido leve com superfície crepada. Ora trabalhado em seda, ora sintético.
Crepe koshibo
Semelhante ao georgette, no entanto mais grosso e pesado.
Crochê
Artesanato que trança fios com uma agulha de ponta em forma de gancho. O tipo de linha e o ponto utilizados formam um tecido parecido com a malha e a renda. Pode aparecer nas peças do vestuário e nos acessórios.
Croco
Couro natural ou sintético de textura inspirada na pele de crocodilo. É bastante comum em acessórios como bolsas e sapatos.
Croqui
Desenho de uma roupa ou acessório feito à mão.
Cru
Nome dado aos tecidos, geralmente de algodão, que têm um aspecto rústico.

D

Debrum
Tipo de arremate e enfeite criado pela aplicação de fitas, galões ou tiras nas bordas de qualquer tecido.
Decote coração
Decote cortado com as clássicas formas superiores do coração. Muito usado nas blusas e nos vestidos de festa.
Decote nadador
De inspiração esportiva, é aplicado em vestidos, blusas e tops. O decote é composto de duas alças frontais, que se unem nas costas, deixando aberta a região das escápulas. Lembra a parte de trás de um maiô de natação.
Degradê
Efeito que diminui gradualmente a intensidade de uma cor. Aparece bastante nas lentes dos óculos escuros.
Délavé
Palavra francesa que em português se pronuncia “delavê”, usada para definir o aspecto desbotado de um tecido depois de algumas lavagens especiais. Desbotar o jeans já era feito desde os anos 1960, com o movimento hippie. Mas o primeiro brim délavé só começou a ser comercializado no Brasil pelas butiques e grandes lojas no início dos anos 1970.
Denim
Tecido resistente de sarja de algodão, o do tipo mais pesado é aplicado na confecção de jeanswear, com fios tingidos de índigo. O denim mais leve entra na produção de roupas sportswear. (Veja também brim, índigo e jeans.)

Devorê

Produzido com fios celulósicos e de fibras sintéticas.

Docksides

É o nome de origem inglesa dado aos sapatos de couro de solado de borracha, com costura aparente que acompanha todo o bico. Esse calçado tem origem náutica e também é chamado de boat shoe (sapato de barco).

Drapeado
Efeito produzido por dobras e pregas de um tecido. Aplica-se em blusas, vestidos e saias.
Dry fit
Tecido feito com poliamida e elastano, que proporciona um caimento seco (dry fit).
Duffle-coat
Casaco de lã de comprimento até os quadris ou joelhos, com capuz e botões de madeira no formato oval e com pontas. Usados por viajantes do século 13 e depois adaptados por pescadores no século 15 para proteção contra chuva, tornaram-se populares na moda tanto para homens como para mulheres. YSL surpreendeu a todos ao vestir um por cima do smoking.

E

Echarpe
Palavra de origem francesa para designar lenço macio e longo feito de seda, crepe ou algodão, usado ao redor do pescoço.
Egrete
Palavra francesa que significa a pluma (geralmente da águia-pescadora ou da garça-real) que servia de adorno para o estilo de penteado chignon (coques feitos de diferentes maneiras, usados em festas) e nos chapéus, principalmente do final do século 19 até a década de 1940.
Elastano
Fio elástico usado na composição de malhas ou tecidos planos que garante conforto e permite excelente movimentação ao corpo. A Lycra, marca que pertence à Invista, virou sinônimo deste fio.
Elizabetano
Estilo da moda referente à época da Rainha Elizabeth I (1558-1603), considerado o ápice da Renascença. As roupas são suntuosas e rebordadas de pérolas.
Elmo
Capacete usado pelos soldados e cavaleiros nas armaduras medievais. Podiam ser encontrados com viseiras ou sem e ainda podiam ter no topo da cabeça uma ponta com enfeite.
Engana-mamãe
Tipo de maiô inteiriço, na frente, mas com as laterais recortadas. Olhado de costas, ele parece um biquíni.
Entretela
Aviamento de algodão ou fibras sintéticas, engomado, aplicado em determinadas partes das roupas, como palas, golas e alças, com a função de sustentar e estruturar as peças. A colante pode ser prensada nos tecidos pelo calor do ferro de passar.
Escarpim
Sapato de salto alto com a frente fechada. Seu bico varia do fino ao redondo. É usado no trabalho e também em festas.
Espartilho
Criado para deixar as mulheres com cintura fina no século 18, o também chamado corset era colocado sob as roupas e amarrado fortemente pelas costas. No princípio as damas da burguesia usavam a peça para se distinguir das plebeias. Com o tempo, virou lingerie, pois o acessório empina o busto feminino, deixando o corpo bem curvilíneo. Pode ser confeccionado em tecidos nobres com barbatanas para modelos de alta-costura e vestidos de noiva.
Espinha-de-peixe
Padronagem cujo aspecto lembra o esqueleto de peixe, também conhecida por chevron. Confeccionada de lã, seda e algodão, vai bem com casacos, ternos e saias.
Estola
Peça retangular que cobre os ombros e parte das costas, muito utilizada no Brasil na década de 1960 pela alta burguesia. Pode ser feita de peles de animais e tricô ou tecidos finos como crepe, seda e musselina.
Étamine
Fino e telado, à base de algodão, usado em bordados como o ponto cruz.
Étnico
Nome dado às referências de um povo ou país que aparecem nas roupas. Nações de grande riqueza natural ou expressão artística, como Índia, África e Japão, aparecem com mais frequência nas coleções dos elitistas.
Evasê
Modelagem popular nos anos 1930 com leve abertura em direção à barra. Esta forma se assemelha a um trapézio e é mais comum em vestidos e saias, mas também pode ser usada em blusas e casacos.

F

Façonné
Nomenclatura francesa do tecido jacquard.

Faille

Tecido fino e macio, ligamento tafetá, acetato ou poliéster, produz um efeito canelado.


Faixa
Tira de tecido ou malha comprida, de vários tamanhos, que pode ser usada na cabeça, no pescoço, na cintura ou nos quadris.
Fatiota
Sinônimo de roupa em geral. É um termo muito usado na região sul do Brasil.
Fedora
Chapéu de feltro com reentrância no meio da copa. É usado por homens e mulheres.
Feltro
Feito de lã, este tecido é muito utilizado em trabalhos artesanais. Pode também ser construído com pêlo animal, como o de carneiro, castor e coelho. Serve para a confecção de chapéus, casacos e revestimento de móveis.
Fenda
Abertura feita no vestuário feminino, como recurso prático, para facilitar o movimento do corpo ou como elemento de sensualidade em saias e vestidos. Em 1960, o estilista Pierre Cardin criou calças com fendas que iam dos quadris até a barra e ganhavam movimento com o caminhar das mulheres.
Fibra
Composta de filamentos, de material natural, artificial ou sintético, a fibra é a matéria-prima usada na fabricação de malhas, tecidos e feltros.
Fil-a-fil
Tecido de lã, confeccionado com fios de duas cores, geralmente uma clara e outra escura.
Fio-tinto
Tecido feito com fios coloridos, antes de ser tecido.
Fivela
Aviamento de metal composto por uma parte dentada que segura uma presilha presa a uma correia. Um dos sistemas de fechamento mais antigos desde a antiguidade foi utilizado também em armaduras na Idade Média. No reinado de Luis XVI, rei da França, as fivelas cobriam o peito do pé de tão grandes. O século 19, já tornou o aviamento enfeite de vestidos e era colocado principalmente nos cintos de caubóis americanos. Com os movimentos art nouveau e art déco, os estilistas do século 20 tornaram a fivela destaque da moda em tamanhos e formas diversos para homens e mulheres nos anos 1960 e 1970.
Flamê
Produzido com o fio flamê, apresenta pontos mais grossos e mais finos.
Flanela
Tecido 100% lã cardada, de peso leve.
Flúor
Na moda, representa cores luminosas como pink, verde, azul, amarela, roxa e laranja, utilizadas em tecidos e acessórios.
Forro
Nome do revestimento da parte interna das roupas, que pode ser feito de tecidos finos ou estruturados. Tule e voal são as melhores opções para dar volume aos vestidos e saias.
Franja
Fios ou tiras com materiais como couro, camurça, linho e algodão que são muito aplicados em peças de roupas, sapatos e acessórios. Também podem pender do próprio tecido quando for desfiado ou repicado. Dependendo do material, com que é feito e do tipo, podem remeter ao estilo caubói ou à sensualidade das roupas das melindrosas dos anos 1920.
Frente-única
Tipo de decote ou vestido aberto nas costas, com alças que se sustentam no pescoço.
Froissé
Palavra francesa que define o aspecto de amassado de alguns tecidos.
Fuseau (fusô)
Calça justa e afunilada, feita de malha ou lã, misturada com tecidos como elastano, helanca e lycra para ficar colado à perna. Antigamente, elas eram feitas com uma tira elástica que se prendia ao pé. Assim como o legging, acompanha túnicas e batas.
Fuxico
Pedaço de tecido em círculo franzido que em geral é feito de retalhos. Costurados juntos, os fuxicos podem formar roupas, tapetes e bolsas.

G

Gabardine
Tecido feito em algodão, lã ou rayon, cuja característica é ser pesado e rígido. É muito usado na confecção de roupas esportivas, calças e uniformes.

Galalite

Tipo de material plástico, formado a partir da caseína (proteína do leite) e do formol, que é usado para fazer bijuterias, botões de camisa e peças de jogo de botão. É durável, mas tem consistência frágil e baixa resistência à água.

Galão

Tira ou cadarço de tecido bordado ou fios trançados, usado como arremate ou enfeite em roupas infantis, femininas, uniformes e decoração.

Galocha
Calçado impermeável feito de borracha ou PVC muito usado por jardineiros e garis. No último inverno, grifes como Pucci e Burberry lançaram versões de galochas bem coloridas e estampadas.
Garçonne
No início do século 20, esse era o nome dado ao visual da mulher. Depois da Primeira Grande Guerra Mundial (1914-1918), a emancipação feminina era um tema debatido pela sociedade. E a moda nos anos 1920 trouxe os vestidos soltos de cintura baixa e mais curtos, com faixas nos quadris e chapéus cloche (em forma de sino), cobrindo toda a cabeça. Os cabelos curtos ficavam colados ao couro cabeludo, com uma ou mais mechas pequenas grudadas e desenhadas na testa ou nas costeletas (conhecidas como pega-rapaz). O charleston era a música da época e as moças usavam muito rímel, batom vermelho brilhante e de preferência uma enorme piteira na boca. A personagem de desenho da época era Betty Boop e o livro mais famoso, lançado em 1922, La Garconne, do francês Victor Margeritte. O nome deriva da palavra francesa garçon e representa a vida independente, como de um homem, que a mulher passou a ter.
Gargantilha
Espécie de colar bem justo ao pescoço e feito de pérolas, metal ou uma tira de tecido de veludo decorado com pedras. No início do século 20, ela era usada em trajes noturnos ou sustentava camafeus ou pingentes. Nas décadas de 1960 e 1970, o acessório voltou à moda. É também chamado de coleira.
Gazar
Tecido fino, feito de seda e com textura semelhante à organza de seda pura, porém com caimento de musselina. É semitransparente, rígido e denso. Em geral, vai bem em roupas de festa e vestidos de noiva.
Gibão
Tipo de casaco masculino curto que lembra um colete com mangas compridas. Vai até os quadris, com ombros largos e é vestido por cima da camisa. Originalmente era um casaco de operários. Os tecidos mais usados são mélton, sarja ou lã. Na década de 1920, começou a ser usado popularmente. Alguns modelos têm reforços de couro costurados nos cotovelos e extensão dos ombros. No Brasil, é muito popular no Nordeste.
Gladiador
Sandália inspirada no calçado dos romanos. É caracterizada por suas tiras paralelas presas a outra central.
Gola
Abertura na roupa que contorna o pescoço. Existem vários tipos de gola: capuz, marinheiro, polo, princesa, role, xale e muitas outras.
Gola capuz
Esse tipo de gola traz um pedaço de tecido preso ao decote de uma roupa, formando um drapeado. Se for colocado atrás, funciona como capuz.
Gola em U
A partir da década de 1950, essa gola profunda no formato da letra U foi difundida por Christian Dior e James Galano.
Gola mandarim Nos paletós, vestidos e blusas, essa gola alta, dupla e abotoada nas laterais deixa a roupa com um look oriental.
Gola Mao O nome remete à gola dobrada de pontas arredondadas, presente no casaco do uniforme usado pelo líder chinês Mao Tsé-tung (1893-1976). Adotado por Mao, principalmente nos anos 1960, a vestimenta tornou-se um dos símbolos importantes da revolução cultural chinesa e logo serviu de inspiração para a moda ocidental.
Gola marinheiro
Com tecido pesado, essa gola é feita em duas camadas juntas, cortadas como um quadrado caído na parte posterior. Na frente, o decote em V é finalizado com um laço ou gravata. Esse tipo de gola é usada nos uniformes da Marinha de muitos países.
Gola Médicis
Os Médicis era uma família muito rica e poderosa na cidade de Florença, Itália, no século XV. As mulheres da família usavam a gola feita de renda engomada e grande, muitas vezes estruturada com suportes, para passar a imagem de poder. No fim do século XIX, tornou-se moda em vestidos de fe
sta.
Gola pierrô
Grande, engomada e franzida, essa gola é baseada no personagem Pierrot da comédia francesa só que em tamanho menor. No Brasil, a fantasia de pierrô é uma das mais procuradas no Carnaval.
Gola polo
No início do século 20, essa gola, branca, redonda e engomada, era usada em camisas masculinas. Com o passar do tempo, virou definição de uma gola molinha, alta e circular dobrada para baixo em volta do pescoço. Usada no próprio polo, tênis e outras modalidades esportivas.
Gola xale
De corte arredondado e inteiriça, essa gola é usada em robes de chambre e no paletó de smokings.
Gorgorão
Tecido encorpado de seda ou de lã, com sulcos na trama, usado para a confecção de roupas, forração de sapatos, bolsas e acessórios.

H

Habillé
Esse termo francês designa o estilo de traje a rigor, com vestidos de luxo, usado em noites de gala.

Helanca

Tecido elástico feito a partir de poliamida texturizada por falsa torção. Muito usado nas décadas de 60 e 70 em roupas esportivas.

Hemp

Esse tecido é feito a partir da fibra da planta da maconha. É muito resistente e fresco e parece com o linho.

Hi-lo
Abreviação das palavras em inglês high (alto) e low (baixo). O termo faz referência à mistura de peças caras a roupas e acessórios baratos, o que deixa o look moderno.
Hip hop
Movimento que apareceu nos anos 1960 e que trouxe para a moda a influência da cultura negra de rua, como dança break, música rap e funk e grafite. As roupas são amplas e confortáveis e também esportivas. Os tênis, gorros, bonés (com as abas para trás), correntes em joias e bijuterias complementam o visual de rappers e DJs e hoje em dia os famosos cantores MCs, que criaram um jeito bem especial de se vestir.
Hippie
Movimento iniciado na década de 1960, nos Estados Unidos, por jovens que se opunham à Guerra do Vietnã e pregavam a paz e o amor livre. Suas ideias libertárias se refletiram na moda em forma de batas, saias largas, bordados e estampas orientais. A estética, que prima pelo conforto, vem sendo recuperada por renomadas grifes ao longo das últimas décadas.
Hippie-chique
Estilo baseado na cultura dos anos 1960 e 1970. Vira e mexe, a moda recorre a algumas peças hippies e repagina o jeito despojado e relaxado de se vestir com glamour. Nos anos 1980, o jeans da Gucci tinha bainha desfiada, mas era incrementado com detalhes coloridos, brilhantes, cheios de bordados e alinhavos.
Hot pant
Nome em inglês para os shorts femininos lançados na década de 1970. Na época, essas peças eram usadas com botas de cano longo e casacos compridos. Também é uma das apostas para o verão 2008 e pode ser feita de tecidos finos, como o cetim.

I

Ilhós
Aviamento que pode ser utilitário ou decorativo. Trata-se de um orifício de metal por onde passam cordões, fitas e algum tipo de fio trançado. É aplicado em bolsas, roupas, cintos, chapéus e sapatos.
Impermeável
Tecido confeccionado com fibras que não deixam passar água nem outros líquidos. Existem várias peças na moda que são feitas desses tecidos, como capas de chuva, anoraque (tipo de casaco leve com capuz), trench coat e também chapéus.
Incrustação
Técnica para ornamentar joias ou bijuterias ao embutir nelas materiais como pedras e fragmentos de madeira ou marfim.
Índigo
Pigmento para tingir o brim que vem da planta Indigofera tinctoria. A partir de 1897, teve a versão sintética depois da identificação molecular da planta por Adolfo Bayer.
Indumentária
Conjunto de roupas usadas pela humanidade em vários períodos da história. As vestimentas, que no início serviam para cobrir e proteger o corpo, foram evoluindo conforme a cultura e o ambiente em que as pessoas viviam. No final do século 17, as formas da indumentária passaram a fazer parte da moda e sofrem transformações diariamente.
Insígnia
Conhecida também como comenda, condecoração ou emblema, ela é usada em uniformes ou roupas de gala oficiais. A insígnia nas coleções fashion vem na roupa em forma de bordados, aplicações e broches, geralmente em peças com estilo militar.

J

Jabô
Ornamento de renda ou outro tecido atado à base da gola de uma blusa ou camisa e que cai sobre o peito. Os homens usaram o adereço durante o reinado do francês Luís XV, no século 18.
Jacquard
Tecido de padronagem em alto-relevo. Foi inventado pelo francês Joseph-Marie Jacquard, no final do século 18. O efeito pode ser produzido em diferentes materiais, como veludo, seda e algodão.
Japona
Tipo jaquetão feito de lã ou feltro que vai até a altura dos quadris. É uma peça inspirada num casaco chamado caban, usado por marinheiros franceses e pescadores no século 19. Chanel, no início do século 20, adotou a japona em suas coleções, depois seguida por Yves Saint Laurent.
Jaquetão
Modelo de terno com paletó transpassado, usualmente com quatro botões, que esteve muito em moda no século 20.
Jardineira
Calça, short ou saia com peitilho quadrado costurado na cintura, com alças que se cruzam e prendem atrás.
Javanesa
Tecido em ligamento tela, com fio de viscose no urdume e na trama, muito usado nas roupas femininas.
Jeans
Nomenclatura em inglês da fusão entre algodão e ligamento sarja, ou seja, igual a brim, denim, coutil, atualmente na cor azul. Jeans na gíria inglesa significa calça, macacão etc.

Jérsei

Tecido de malha simples, macio e elástico. O nome vem de onde foi fabricado pela primeira vez: a ilha de Jersey, na Inglaterra. No século XXI, é feito de algodão, náilon, raiom, lã e fibras sintéticas.

Jodhpur

Uma calça de modelagem ampla nos quadris e afunilada nas pernas é uma das peças-chave para o inverno de 2009. De origem indiana, a calça recebeu o mesmo nome de uma cidade da Índia. Diz a história que o rei Jodhpur, de Rajastán, criou a calça em 1870 para melhorar sua atividade equestre, pois facilitava os movimentos entre as pernas, dando-lhe conforto ao galopar. Logo, os ingleses, colonizadores da Índia, cavaleiros por excelência, incorporaram a calça em suas vestimentas.

Jogging
Conjunto de calça e blusão de mangas compridas, em geral confeccionado de moletom ou náilon e usado em atividades esportivas. Desde a década de 1970, as pessoas vestem essa roupa informalmente entre amigos ou passeios de fim de semana. No início dos anos 1980, o termo moletom substituiu a forma popular para se chamar o conjunto e algumas marcas lançaram modelos mais chiques para sair para dançar. Também conhecido como training ou abrigo.

K

Kelly
Modelo de bolsa muito famoso da grife Hermès, criado em 1935, e rebatizado em 1955 com o nome da atriz Grace Kelly, a princesa de Mônaco, que adorava usar esse tipo de bolsa. Um caro objeto de cobiça até hoje, a Kelly é produzida de várias cores e tamanhos.
Kilt
Saias pregueadas e arrematadas com fivelas ou grandes alfinetes. Feitas de lã e de diversos xadrezes, elas eram características de trajes masculinos na Escócia. Os homens escoceses usavam a peça com os desenhos para representar o clã (família, casta ou tribo) ao qual pertenciam.

L

Fibra natural de origem animal, obtida do pêlo das ovelhas domésticas e camelos.
Laço
Tipo de armação com nó que se desata com facilidade. Normalmente é feito com uma laçada só, mas também aparece com duas ou mais voltas e em diferentes tamanhos, dependendo da necessidade de volume do adorno e da aplicação.
Laise
Tecido de algodão, muito leve, com aplicações de bordados.
Lamê
Com acabamento liso ou jacquard, o lamê prima pelos fios metálicos, como ouro e prata. É bastante utilizado em roupas de mulheres e carnavalescas.
Lantejoulas
Pequenos discos brilhantes, inicialmente feitos de metal, que entraram na moda na década de 1940. Hoje, esses enfeites são produzidos de diversos materiais sintéticos e, dependendo da cor e do tamanho, ornamentam tanto o vestido de noite quanto a fantasia de Carnaval. Também conhecidas no Brasil como paetês, essas pecinhas brilhantes caem bem em acessórios, como bolsas, sapatos, cintos e chapéus.
Lapela
Parte dobrada sobre si mesma que enfeita a dianteira de blazers, ternos e casacos. Pode aparecer em vestidos e macacões.
Lapela
Parte da frente de blusa, casaco, vestido ou paletó, perto do pescoço, que é virada para trás ou dobrada sobre si mesma.
Legging
Colante, ela pode ser confeccionada com lycra, helanca ou tecidos com elastano, em geral. Foi febre nos anos 1980 e voltou com tudo à moda em 2007.
Leque
Objeto de abano usado para diminuir o calor. Originário de civilizações antigas, a versão dobrável só apareceu na Europa no século 15. O charme do uso do acessório se deu no século 16, quando então artistas passaram a pintá-los e adorná-los. A partir do século 17, usaram-se materiais mais nobres na sua confecção e o sândalo foi posto nas varetas para perfumar. No século 18, a crescente importância do leque fez pintores famosos trabalharem na decoração dos panos do leque, que eram feitos com casca de tartaruga ou madrepérola e enfeitados com renda, sedas e plumas. A forma de abrir, fechar e mover o leque também fez parte da moda. As damas flertavam com os cavalheiros através do leque com códigos de sinais que expressavam seus desejos. China, Japão e Espanha são países que têm o hábito de usar o leque, seja como acessório de roupas, seja para danças folclóricas. O leque alcançou seu auge no século 19, mas voltou a ser um auxílio para refrescar os dias quentes no século 20.
Libré
È um tipo de capa sem mangas, com aberturas nas cavas, por onde passam os braços. Na frente, é presa apenas no colarinho, deixando aparecer a roupa de baixo na parte do peito. Geralmente, os membros de confrarias usam na participação de alguma função religiosa solene, e pelas pessoas de algumas cortes ao realizarem suas funções. As cores e o modelo da libré variam conforme os usos e costumes de cada corte.
Lingerie
A palavra denomina o conjunto de peças íntimas das mulheres. Antigamente os sutiãs e calcinhas eram todas brancas, por isso o nome deriva de linge, que em francês significa roupas brancas de higiene pessoal ou de limpeza.
Linha
A Idealização de Chistian Dior em 1955, para um tipo de roupa que se caracteriza por uma silhueta de ombros estreitos, cintura baixa e saia em evasê.
Linha H
O estilista Christian Dior foi o responsável por criar essa moda em 1954. As características desse estilo são peças de cintura bem marcada, com quadris e parte superior estreitos e definidos.
Linha princesa
Os vestidos desse estilo são sem corte na cintura, ajustados no peito com saia reta ou com forma mais volumosa. Antigamente eram usados com anquinhas para dar volume à parte anterior. O auge dessa moda foi no século 19.
Linha T
Típica dos anos 1980, essa forma de vestuário feminino se caracteriza pelas linhas retas na zona do tronco, com grandes ombreiras, saias tipo tubos e mangas de ângulos retos, dando à peça (vestido ou casaco) um aspecto unificado.

Linho Rústica,

o tecido é uma fibra vegetal surgida do talo do linho. Quando i Listras O modelo clássico com essa trama são peças no estilo náutico, baseado nas roupas de marinheiros. Na Idade Média, porém, as listras eram usadas por pessoas marginalizadas da sociedade, como loucos, doentes contagiosos e exilados. Somente no século 15, passaram a surgir detalhes de listras discretos em roupas e, no século 19, as listras estiveram no auge da moda.

Lona
Tecido plano de algodão muito pesado, forte e resistente, usado para fazer barracas, coberturas, estofados, encerados, capas em geral, bolsas e sapatos. Pode ser encontrado também em produtos sportswear.
Lonita
Tecido consistente de algodão liso, listrado ou xadrez, muito bom na confecção de jaquetas e jogos americanos.
Lurex
Trata-se do brilho que é composto por fios metalizados incorporados à trama. Pode ser aplicado em vários tipos de tecido para a confecção de vestidos, blusas, saias e casacos. É usado em peças inteiras ou apenas em detalhes.
Lycra
Fibra sintética também chamada de elastano. Pode ser esticada de quatro a sete vezes o seu tamanho. Resistente ao sol e água salgada, ela mantém sua característica de comprimento ao passar do tempo.

M

Macacão
Amplo, inteiriço e confortável, é feito com tecidos que vão do brim à viscolycra. Os comprimentos e formatos também variam  do tomara-que-caia ao modelo jardineira.
Macramê
Técnica de entrelaçamento de fios naturais, barbantes ou cordas que permite formar vários desenhos, muito usada na confecção de passamanaria, coletes e acessórios, como bolsas e cintos. As bolsas de macramê foram sucesso na moda hippie dos anos 1970 e também em 1980.
Madras
Tecido de seda e algodão com listras de larguras variadas que formam grandes xadrezes. Sua origem é indiana e recebeu esse nome por ser fabricado pela primeira vez na cidade de mesmo nome. O madras é usado tanto na alta-costura como no de prêt-à-porter.
Madrepérola
Matéria-prima calcária, iridescente, encontrada na concha dos moluscos. Tem efeito nacarado e reveste botões, bijuterias e enfeites para cabelo.
Malha
O entrelaçamento de anéis de um fio têxtil, seja através de laçadas ou nós, forma esse tecido flexível muito usado em roupas masculinas e femininas. Manualmente ou à máquina, pode ser confeccionado de lã, algodão ou fibras sintéticas, dependendo da estação do ano. É sinônimo dos trajes de bailarinas, blusões ou pulôveres.
Manga
Parte de uma peça de vestimenta onde se encaixam os braços. Existem vários tipos de mangas: bufante, japonesa, morcego, presunto, raglã e três-quartos.
Manga bufante
Com volume, essa manga é franzida na altura da cava, do punho ou dos dois. Na moda desde o século 15, ainda hoje aparece em vestidos, batas e blusas.
Manga japonesa
Esse tipo de manga é curta num prolongamento do ombro, não possui cava e é muito usada nos trajes das mulheres japonesas.
Manga morcego
Cortada como extensão do corpete de um vestido, blusa ou casaco, essa manga não tem recorte no ombro, deixando a cava profunda e larga, o que lembra as asas de um morcego. Muito usada nas décadas de 1930 e 1970, ainda hoje é revisitada por estilistas do mundo todo.
Manga presunto
Essa manga tem um grande volume que vai do ombro ao cotovelo e ajusta-se do cotovelo ao punho, assemelhando-se ao formato de um presunto com osso. De 1880 a 1890, foi uma das mais usadas nos trajes femininos. No século 20, ainda recebeu algumas versões.
Manga raglã
Esse modelo de manga, além de menos estruturado, dá maior mobilidade ao braço, pois é cortado nas costuras diagonais da gola até a cava de casacos, blusas e mantôs. O nome foi uma homenagem ao lorde e comandante britânico Raglan (1778-1855), que, devido ao frio que seus soldados passavam na Guerra da Criméia, aconselhou seus homens a improvisar agasalhos cortando cobertores. A forma como as costuras foram feitas suavizou as linhas dos ombros dos uniformes.
Mangas três-quartos
Manga que vai do ombro até a altura do cotovelo.
Mantô
Casaco de inverno vestido por homens e mulheres por cima das roupas. Geralmente, é confeccionado com lã e existe em comprimento longo e ¾.
Mantô
Casaco de inverno unissex usado por cima de roupas e confeccionado de lã no comprimento longo ou três-quartos.

Matelassê

Tecido jacquard ou maquinetado acolchoado, muito usado nas colchas e edredons.


Maxibolsa

Bolsa grande, ideal para o dia-a-dia. O tamanho deve ser compatível com a altura. As baixinhas podem optar pela menor das máxis, com cercade 40 cm de largura.

Maxipull
Versão de tamanho grande do pulôver – peça de tricô unissex, larga e confortável, com decote em V ou U e sem abertura frontal – que ganhou modelagem feminina, ajustado na cintura e usado também como minivestido. Pode ser confeccionado com pontos lisos ou trabalhados.
Maxissaia
Compridas até os tornozelos ou pé, ela surgiu na moda nos anos 1960. Geralmente é usada com botas.
Meia-calça
Peça única que cobre pés, pernas e quadris e tem efeito de transparência, no caso das feitas com fios de náilon. As de lã servem para proteger do frio e adornar. O modelo de meia inteira surgiu nos anos 1960 para ser usado com minissaias e, atualmente, é encontrado em diversas versões de cores, padronagens e espessuras de fio.
Meia-pata
Tipo de sandália cujo solado é mais grosso na parte da frente, como uma plataforma.
Miçanga
Aviamento pequeno, redondo e colorido, feito de vidro ou acrílico, que possui um furo no centro. Eles servem para dar efeitos especiais e texturas nos bordados.
Microfibra
Qualquer fibra sintética mais fina do que a seda. Os tecidos feitos com essa fibra possuem características de leveza e duarabilidade.
Minissaia
Criada nos anos 1960 pelo francês André Courrèges e pela inglesa Mary Quant, a roupa foi um escândalo mundial. Teve seu uso condenado pelo Vaticano em 1967, mas ela continua em alta até hoje, e tem versões com babados e pregas, entre outras.Criada nos anos 1960 pelo francês André Courrèges e pela inglesa Mary Quant, a roupa foi um escândalo mundial. Teve seu uso condenado pelo Vaticano em 1967, mas ela continua em alta até hoje, e tem versões com babados e pregas, entre outras.
Mocassim
Mockasin era como os índios norte-americanos chamavam os sapatos que faziam de couro leve, costurados com pontos largos e solado baixo, e que eram calçados facilmente, bastando apenas encaixar o pé dentro deles. A partir do século 20, esses modelos foram incrementados e ganharam várias versões.
Modal
O tecido é um tipo de microfibra feita a partir de fibras artificiais com grande poder de absorção, por isso é muito usado para a confecção de roupas para o esporte. Ao ser combinado com um linho mescla 50/50, mantém a característica do linho puro.
Moletom
Tipo de malha aflanelada e quente, de lã, algodão ou poliéster misto, feita com entrelaçamentos flutuantes. Usado em peças esportivas, infantis e até mesmo para estofamentos.
Moulage
Nome dado à técnica de modelagem em que as roupas são feitas com o tecido direto no corpo ou no manequim.
Mousse
A palavra, que em francês significa espuma, tem dois conceitos. Como produto de beleza, é uma espuma que modela cabelos; e na moda, é um material de enchimento na fabricação de calçados.
Musselina
Tecido muito leve e transparente, com toque macio e fluido.

N

Náilon
Fibra sintética descoberta em 1935 pelo químico americano Wallave Carothers, da Dupont. Apresenta elasticidade e resistência e é aplicada na confecção de meias, roupas íntimas e casacos. O fio de náilon é usado em armações de roupas e na produção de bijuterias.
Napa
Espécie de pelica fina e macia, feita a partir do couro do carneiro. De diversas cores, a napa faz luvas, bolsas e outros acessórios.
Navy
Palavra inglesa para designar uma das três Forças Armadas, a Marinha. No universo da moda, refere-se às peças inspiradas no náutico. Listras, em vermelho, azul-marinho e branco, e aplicação de aviamentos, como cordas, correntes e botões dourados, são as características mais associadas ao estilo.
Nécessaire
A bolsinha de nome francês, que significa necessária ou indispensável, é companheira inseparável das mulheres, porque pode carregar bijuterias, maquiagem, remédios e tudo o que couber dentro. Feita de diversos materiais, geralmente é fechada por um zíper.
Negligê
Essa peça de roupa feminina, de tecido leve e algumas vezes transparente, passou a ser usada pelas mulheres, no século 19, enquanto ficavam em casa sem o espartilho, saíam do banho ou da cama. A roupa também faz parte do fetiche masculino.

Neoprene

Material sintético, semelhante a uma esponja, com espessura que varia de 1,5 mm a 1 cm. É usado na confecção de roupas de surfistas e mergulhadores. O nome é uma marca registrada para a borracha sintética descoberta em 1931. Hoje, ele aparece em peças esportivas e urbanas.

Nervura

Dobra fina ou prega que se destaca num tecido e forma uma listra ou desenhos. No lugar em que se faz a nervura o pano afunila.

Nesga
Peça de tecido triangular que é adicionada a uma roupa para decorar e dar maior amplidão ao modelo. No século 19, foi muito usada em saias e nos anos 1970 era colocada na parte debaixo das calças jeans boca-de-sino.
Nobuck
Couro de aspecto acamurçado, que é obtido através de lixas na hora do acabamento. Confecciona calçados, bolsas, cintos e até alguns modelos de tênis.

O

Obi
Faixa larga de tecido usada na cintura como complemento de quimonos japoneses. Muitos estilistas têm criado novas versões da peça em suas coleções.
Óculos
Inventados no final do século 13, os óculos eram redondos, de grau e usados presos no nariz, pois as hastes atrás das orelhas só começaram a ser usadas no século 18 e as lentes ovais surgiram no século 19. As pessoas tinham certo receio de se mostrar em público de óculos. Com o aperfeiçoamento de materiais tecnológicos, os óculos vieram quadrados, retangulares, estilo gatinho e muitos outros. Lentes, do tipo antirreflexo, antiembaçantes facilitaram a vida moderna e inseriram os óculos de grau como um acessório do vestuário. Grifes famosas de roupas entraram com tudo nesse nicho e hoje o uso dos óculos também acompanha a moda.
Odalisca
Nome dado à escrava do sultão na Turquia. Suas vestimentas típicas eram calça bufante de tecido leve ou transparente presa nos tornozelos por elástico. Um corpete bordado e sapatilhas, além do véu, complementam essa roupa. Esse traje é também muito usado como fantasia no Carnaval brasileiro, mas às vezes os estilistas se inspiram nesse estilo para criar algumas peças para o guarda-roupa feminino.
Off-White
Espécie de “branco sujo”, o tom é um meio-termo entre o branco puro e o gelo.
Ombreiras
Almofadas de formas e tamanhos diferentes, recheadas de algodão ou espuma e costuradas na parte interna dos ombros de vestidos, blusas, casacos, jaquetas, paletós e camisas. Aumentam os ombros e deixam a pessoa com silhueta do tipo triângulo invertido. Nos anos 1920, as ombreiras eram usadas apenas em paletós masculinos. Joan Crawford (atriz americana que geralmente fazia papel de vilã nos filmes) ganhou do estilista Adrian um paletó com ombreiras para compor seu visual de mulher poderosa no início de 1930. Esse artifício ainda perdurou na moda até os anos 1940 e nos anos 1980 as ombreiras voltaram e ganharam tamanhos exagerados.
Ônix
Pedra de cor escura, parecida com ágata, que os indianos e os persas usam como amuleto contra o mau-olhado. Acredita-se que ele ajuda a fortalecer a estrutura óssea, o coração e os olhos.
Organdi
Tecido semelhante à musselina, só que com acabamento engomado (toque encorpado).
Organza Tecido enrijecido com a própria goma da seda. Fina e transparente, em geral de fio poliamida, é mais encorpada que o organdi. No mercado, existe a organza de filamento sintético, como o poliéster, que é endurecida por processo químico. Essa tela é encontrada também bordada (laise) ou estampada. Utilizada em vestuário feminino.
Oxford
Originário de Oxford, Inglaterra, feito de algodão, com desenho tafetá, e variações de poliéster.
Oxford (calça)
As calças estilo oxford eram usadas pelos estudantes da Universidade de Oxford, Inglaterra, na década de 1920. Semelhantes às pantalonas dos anos 1970, a boca de barra dobrada podia medir 50 cm.

P

Paetês
Partículas brilhantes usadas para bordar peças de roupa ou fantasias de Carnaval. O tamanho e o formato são variáveis. Vão dos miúdos e redondos aos grandes e quadrados.
Pala
Parte recortada de vestido, saia, blusa ou calça, posicionada entre o ombro e a cava, entre a cintura e os quadris, ou entre a cintura e o busto. Pode ser destacável, tornando-se uma peça única.
Paletó
Casaco masculino com bolsos externos que vai até os quadris e é próprio para ocasiões formais, usado com calça, colete e camisa, complementando o terno. Pode ser confeccionado com tecidos pesados para o inverno e linho para o verão. No início do século 19, essa peça surgiu semelhante ao casaco de montaria, com abotoamento simples e recorte na altura da cintura. Já em meados daquele século, virou um casaquinho feminino, ajustado ao corpo, de comprimento três quartos ou até a cintura, feito de cashmere ou lã, adornado de bordados.
Pantacourt
Pantalona curta, franzida nos joelhos e presa na barra por botões ou fivelas. Existem versões atuais com boca larga, lembrando um bermudão. No Brasil, ela foi apresentada pela primeira vez em 1972, durante um desfile do estilista francês André Courrèges.
Pantalona
Modelo de calças compridas com bocas abertas. A origem remete aos anos 1970.
Pareô
Espécie de canga de praia com estampas grandes e coloridas, originário do Taiti, onde era usado por homens e mulheres. No século 20, o estilista francês Jacques Heim (1899-1967), vestiu sua versão da roupa no balneário Biarritz e depois mostrou diversas formas de usá-la em suas coleções.

Parka

Casaco com capuz, amplo e impermeável, usado em regiões frias. Os modelos de tactel e náilon são os mais comuns, mas atualmente ela pode ser encontrada em tecidos finos, como seda, cetim e organza.



Passamanaria
Feito com passamanes (fitas, franjas, galões ou bordados), esse trabalho enfeitava fardas, cortinas e estofados. Na década de 1930, Chanel usou a técnica para adornar as bordas de seus costumes.
Patchwork
Tecido de qualquer matéria-prima, composto de vários pedaços de tecidos costurados juntos.
Peep toe
A expressão vem do inglês peep, que quer dizer “espiada”, e toe, “dedo”. São sapatos abertos na ponta, que deixam à mostra pelo menos um dos dedos do pé. Pode ter salto alto ou rasteiro.A expressão vem do inglês peep, que quer dizer “espiada”, e toe, “dedo”. São sapatos abertos na ponta, que deixam à mostra pelo menos um dos dedos do pé. Pode ter salto alto ou rasteiro.
Peitilho
Peça fixa ou removível do vestuário que se apresenta sobre o busto. Pode ser de tecido diferente do restante do modelo. Os mais sofisticados apresentam bordados ou pedrarias.
Pele sintética
Feita da mistura de acrílico e poliéster, ela imita pelo de bichos. Pode ser usada para fazer acabamento de golas e punhos ou em acessórios, como sapatos e bolsas. É uma ótima alternativa para evitar o sacrifício de animais.
Pelerine
Espécie de gola ampla ou capa que cobre os ombros. Muito usada no passado pelos peregrinos (pélerins, em francês) esteve no auge da moda em várias épocas como peça única ou detalhe de modelos.
Pence
Prega pequena costurada no avesso da roupa que vai se estreitando. É usada para apertar as peças de roupa para ajustá-la ao corpo.
Percal Tecido para lençol, extremamente macio, feito com fio penteado.
Perfecto
Jaqueta de couro com acabamento de zíper frontal, criada em 1937 pelo americano John Perfecto. Conta com versões feminina e masculina. É associada ao visual dos motociclistas.
Pied-de-coq
Termo francês que significa pé de galo. Estampa com o mesmo desenho que o pie-de-poule, só que mais graúda.
Pied-poule
Estampa miúda, que lembra quadradinhos, comum nas cores branca e preta. De perto, os desenhos parecem pegadas de galinha (a expressão em francês significa “pé-de-galinha”) Surgiu na Europa, na Revolução Industrial.
Pin-up
Fotografias e pinturas de mulheres em poses sensuais, que surgiram a partir de 1940. As imagens trazem um erotismo leve que torna as modelos atraentes. As top models costumam desfilar nas passarelas com olhares e bocas no estilo pin-up para também passar a sensualidade das roupas.
Piquet
Tecido pesado com desenhos em forma de losango.
Plastron
Nervuras verticais que enfeitam a camisa do smoking.
Plataforma
Por ter base grossa e alta, este salto garante o conforto e a sustentação. É ideal para usar com saias godês, vestidos volumosos e calça jeans de boca larga. Deve ser evitada em looks formais.
Plush
Tecido também conhecido como veludo gratê. Criado sobre malha, que recebe acabamento aflanelado, tem os fios retirados da superfície do tecido. Pode ser chamado de veludo molhado.
Poás
Padronagem de bolinhas, dispostas de modo uniforme em tecidos como algodão, linho, seda e vinil.
Polainas
Peça que cobre a parte inferior da perna e a parte superior do pé, pode ser confeccionada de couro, lã ou tecido e servia, nos séculos 18 e 19, para proteger calçados ou aquecer no frio. No século 20, foram muito usadas como assessórios para roupas de ginástica para manter as pernas de atletas e dançarinos aquecidas.Já nos anos 1980, foram febre na moda das roupas dos jovens que enchiam as pistas discotecas e boates da época.

Poliéster

Fibra sintética, também conhecida como tergal. Sua característica é de pouca absorção de umidade.

Polo

Camisa de malha de piquê de algodão criada pelo tenista René Lacoste em 1933. A primeira versão da polo branca, de mangas curtas e com um bordado de crocodilo que tornaria a grife mundialmente famosa. Mais tarde, ícones de elegância, como Audrey Hepburn e Jacqueline Kennedy, adotaram a peça e ajudaram a difundi-la como item fashion não apenas para esportistas.

Popeline
Feita com um fio de algodão de menor qualidade que o algodão penteado.
Prega
É uma dobra feita no tecido para dar forma à roupa. A embutida ou fêmea é curta, inserida na parte de trás da saia, perto da bainha, para dar mobilidade à mulher na hora de andar. Diferentemente dela, a prega macho é formada por duas dobras viradas para dentro e ficam de frente uma para a outra. A prega faca é estreita, passada a ferro, para formar vincos em saias ou vestidos.
Prêt-à-porter
Expressão francesa que significa “pronto para vestir”. São linhas de roupa mais acessíveis ao público, pois não são feitas sob medida como na alta-costura. Elas têm tamanho específico e são vendidas em lojas e butiques.
Pretinho básico
A peça-chave de qualquer guarda-roupa feminino tornou-se famoso a partir do século 20. Dizem que toda mulher está bem-vestida se coloca um vestido preto e alguns acessórios elegantes. Chanel foi a primeira a lançar a peça e Givenchy arrasou ao vestir Audrey Hepburn no cinema, inspirando muitos estilistas atuais depois disso.
Punho
É o término das mangas, que envolve os pulsos ou o antebraço. Seu fechamento pode ser por botões ou elástico.

Q

Quepe
Chapéu do tipo boné, porém com volume e armações internas, usado por militares.
Quimono
Túnica solta, com mangas largas, transpassada na frente e presa por uma faixa larga na cintura. É uma roupa muito tradicional do Japão e ainda inspira muitos estilistas.
Quíton
Traje grego feito de um pedaço grande e retangular de tecido, que era enrolado no corpo e preso num dos ombros. Geralmente, usava-se um cinto abaixo ou acima da cintura para segurá-lo. Há uma variação da vestimenta em que se unem as extremidades superiores de dois pedaços de pano, com presilhas ao longo dos braços, formando mangas. Alguns dicionários já aceitam a forma aportuguesada do termo: quitão.

R

Raiom (rayon)
Nome de uma fibra artificial de origem norte-americana criada a partir da celulose e da pesquisa que o conde francês Hilaire Chardonnet (1839-1924) fez para encontrar um substituto para a seda natural. Com o nome de seda Chardonnet, dado pelo criador reconhecido dessa fibra, logo teve de mudar, pois foi proibido por lei chamá-la de seda. Os americanos, então, deram o nome de rayon à fibra. É um material de alta absorção de líquidos e tinge com facilidade, além de ter um bom caimento. No final da década de 1920, o tecido foi usado para confeccionar camisolas e outras peças de dormir. Um tecido artificial que se parece com raiom é a viscose.
Rasteira
Chinelo de dedo ou sandália baixa, com solado fino e reto.
Regata
Camiseta decotada, sem mangas com as cavas grandes. É a preferida no verão por homens, mulheres e crianças. O algodão foi o primeiro tecido usado para fazer regatas. Com o tempo, elas se tornaram peças ideais para a prática de esportes, ganharam cores, tecidos diversos e entraram de vez no mundo fashion.
Renda
Tecido delicado feito à mão ou à máquina, cujos fios entrelaçados formam desenhos. É utilizado em camisas, saias, vestidos de noiva e lingeries.
Renda de filé
Tipo de renda francesa cuja trama parece a da rede de pescadores e tem muita procura no Brasil. No Nordeste há grande produção dessa renda. É muito usada em xales, saídas-de-praia e lenços.
Renda Renascença
De inspiração renascentista, é feita à mão com agulha de costura. Tem motivos florais em ponto cheio e pequenos orifícios, contornados por barras em detalhes vazados.
Retrô
Os franceses usaram essa palavra (rétro), que significa antiquado, para representar as roupas antigas que voltam de vez em quando à moda.
Retrô
Palavra usada para caracterizar modelagens e formas inspiradas em designs que foram moda em outras décadas.
Risca-de-giz
Clássico da alfaitaria, esse tecido traz riscas finas, verticais e paralelas, com distâncias regulares, podendo ir no máximo a dois centímetros. Geralmente as riscas são claras sobre um fundo escuro.
Rocker
Estilo relacionado aos amantes do rock e caracterizado pelo uso de camisetas, roupas de cores escuras, peças de couro e acessórios metalizados. O estilo tem ares de modernidade e transgressão.
Rocker
Forma de se vestir ligada aos amantes do rock e caracterizada pelo uso de camisetas, roupas de cores escuras, peças de couro e acessórios metalizados. O estilo tem ares de modernidade e transgressão.


S

Saia Godê
Peça de cintura marcada e caimento volumoso. Virou moda quando o estilista Christian Dior criou o New Look, em 1947, com uma saia nesse corte.
Saia Tulipa
Também chamada de saia-bolha, sua criação é atribuída ao estilista Pierre Cardin, no final da década de 1950. Ela é mais estreita na barra e ligeiramente fofa logo abaixo do cós, graças às pregas.
Salto alto
É um salto muito usado em calçados femininos. Ele é um símbolo de elegância e fetiche. Alonga as pernas e ajuda a deixar as mulheres mais altas e esbeltas. Há vários tipos de salto, alguns são mais fáceis de usar como o salto Anabela, por ser tipo inteiriço, ou Luis XV, de largura maior.
Salto anabela
Original dos anos 1930, esse estilo de salto começa mais alto no calcanhar e diminui até a parte frontal do pé. Varia na altura. Os de corda e cortiça vão ser moda no verão de 2008.
Salto Sabrina
Salto médio em estilo carretel que ganhou esse nome quando apareceu nos pés de Audrey Hepburn no filme Sabrina e fez sucesso entre as mulheres. O modelo de Salvatore na telona acompanhava as roupas chiques de Givenchy.
Sapatênis
Uma boa solução para o tempo moderno, o sapatênis reúne o clássico sapato de couro e o conforto do tênis. Surgido no final do século 20, eles podem ser feitos de diferentes texturas, como lona, brim, napa, couro, borracha e até plástico. Os modelos também são bem variados, inclusive na forma de fechamento, têm não só cadarços, como velcro e fivelas também.
Sapatilhas
Calçado feminino baixo feito de couro, verniz ou borracha. Era usado só por homens nobres, mas, a partir do século 20, as mulheres aderiram à peça. O modelo com bico redondo é inspirado nos calçados usados pelas bailarinas.
Sapatos masculinos
Eles foram popularizados por Greta Garbo e Marlene Dietrich nos anos 1930, e ganharam lugar definitivo no guarda-roupa feminino no final dos anos 1970, de carona na estética andrógina. Podem ser do tipo mocassim, oxford (o clássico modelo de amarrar) e brogue (com pequenas perfurações e pespontos decorativos na ponta e no calcanhar). As versões mais modernas ganharam também aplicações de pedras, tachas e bordados.
Sári
Traje bem colorido usado pelas mulheres indianas e confeccionado de seda ou algodão. Ele envolve o corpo em drapeados e termina com uma ponta jogada por sobre os ombros.
Sarja
Tecido trançado de fio penteado, originariamente feito de seda ou lã. No século XIX, a sarja era utilizada para confeccionar fardas militares e, mais para o final do século, era feita em vários pesos, para vestidos, roupas de banho, e roupas externas. Está muito presente em calças e ternos.
Sarongue
Pedaço de tecido de algodão, em média com 1 m x 5 m, usado para enrolar o corpo de homens e mulheres. Veio da Malásia e virou moda no Ocidente depois que a atriz Dorothy Lamour vestiu um sarongue no filme De Tanga e Sarongue, de 1952. As mulheres costumam usar a peça como um vestido preso ao busto.
Saruel
Modelagem de bermudas e calças com cavalo baixo. É típica de países do norte da África, entre eles o Marrocos.
Seda artificial
Feita com os fios: acetato e viscose.
Seda natural
Fibra que compõe o casulo que cobre o bicho-da-seda, valiosa por sua utilização em tecidos de alta qualidade e em produtos. A seda é uma das mais antigas fibras têxteis conhecidas.
Seersucker
Tecido de algodão enrugado em listras. É fácil de lavar e não necessita ser passado.
Skinny
Modelagem de calça superjusta, que pode ser elástica e possui formato afunilado na canela.
Smoking
Traje masculino usado em festas a rigor e cerimoniais, conhecido também como black-tie. Ele se compõe de calça preta com faixa acetinada nas laterais, paletó preto com as lapelas pontudas e acetinadas e, por baixo, camisa branca, faixa drapeada de cetim na cintura e gravata borboleta. Pode ser confeccionado de veludo, casimira ou tecidos mais leves. Muitos estilistas fizeram versões do original, como usar camisa preta e tênis ou bota em vez de sapato preto fechado, mas os especialistas aconselham que, se for convidado para uma festa que peça traje a rigor, deve-se usar o modelo padrão.
Smoking feminino
Yves Saint Laurent foi o grande introdutor do smoking para mulheres em 1966, em que as formas são moldadas ao corpo feminino. É mais acinturado e mangas são mais justas.
Sobreposição
Produções compostas de roupas colocadas umas sobre as outras. A regra básica pede as peças mais finas próximas da pele.

Sobretudo

Casaco masculino largo de tecido pesado vestido sobre o paletó nos dias muito frios. O tamanho original dessa peça é até as canelas.

Soquete

Tipo de meia feminina surgida no início nos pés das estudantes dos anos 1960, que abaixavam a meia escolar de três quartos para deixar os tornozelos à mostra. Confeccionados pelas indústrias de meias, viraram febre nos anos 1990, quando Sonia Braga apareceu na novela Dancing Days, dançando numa discoteca com uma meia soquete listrada de lurex embaixo de uma sandália de tiras. De algodão, seda e até lãzinha, vai bem com sapato fechado e tênis, com roupas sportswear.

Spencer
Casaco curto com mangas longas e comprimento até a cintura. Pode ter ombreiras ou não. Quando surgiu, era usado por homens. Só no fim do século 18 as mulheres incorporaram a peça.
Sportswear
Sinônimo de roupas descontraídas e para o dia a dia, a palavra também representa o conjunto de várias categorias de roupas esportivas.
Strass
São pequenas pecinhas de vidro que, através de um processo de oxidação, conseguem passar o efeito de brilho de diamantes e pedras preciosas. O inventor do strass foi Georges Frédéric Strass, em 1746. Elas são muito usadas em bijuterias e enfeitam fantasias de Carnaval, bordados de roupas e jeans.
Stretch
Característica elástica de alguns tecidos, que possuem fibras de elastano em sua composição. Deixa o jeans mais justo ao corpo e também aparece com frequência em lingeries e roupas de praia.
Stylist
Termo em inglês que define o profissional que cuida da imagem de um desfile, fotos de catálogo ou editorial de moda. Ele participa da escolha dos modelos da edição das roupas e dos acessórios que serão usados, além da maquiagem.
Suspensório
Duas tiras frontais paralelas que passam pelos ombros, terminando em Y nas costas e presos por botões ou clipes. Acessório adotado pelos homens desde o século XVIII, mas que foi apropriado também pelas mulheres nos anos 60.

T

Tacha
Peça pequena de metal usada para enfeitar roupas e acessórios. Pode ser pontiaguda ou chata. Nas décadas de 1960 e começo dos 1970, com o movimento hippie, houve na moda uma busca pelas culturas orientais, principalmente indiana e marroquina, e apareceram os primeiros desenhos formados de tachas em ouro velho. O visual punk e roqueiro, no final dos 1970, valorizou as tachas prateadas. As tachas douradas são usadas em modelos mais sóbrios e elegantes, as prateadas forjam o estilo revolução. No século 21, os metais ganham força na customização de roupas.
Tacha
Peça de metal de vários tamanhos e de diversas tonalidades como dourada, prateada e acobreada. Pode ser usada em roupas e acessórios como enfeites.
Tactel
Tecido fabricado a partir de fibras sintéticas, bastante utilizado na confecção de roupas de ginástica e na moda esportiva.
Tafetá
Tecido brilhante e nobre feito de seda ou poliéster. De textura regular, é um dos mais antigos tecidos conhecido na história e muito utilizado na confecção de roupas mais finas e no revestimento de acessórios femininos.
Tailleur
Conjunto feminino de saia e casaco ou calça e casaco, muito usado pelas executivas. O traje começou a ser adotado em 1880, mas foi popularizado pela estilista Coco Chanel, na década de 1950. Ela simplificou o corte da roupa, que virou o uniforme da mulher contemporânea.
Talagarça
Tecido de algodão grosso, que apresenta um aspecto furado, próprio para aplicar bordados.
Tarlatana
Semelhante à musselina, no entanto é mais leve, transparente e encorpada.
Tartã
Tartã é um tecido xadrez que tem a trama fechada é leve e possui vários desenhos. Foi criado pelos escoceses para diferenciar seus clãs. Virou popular por volta de 1800, pois a rainha Vitoria da Inglaterra ia muito à sua propriedade Balmoral, na Escócia, e levou para a corte a moda. De lá pra cá, o xadrez sempre entra na moda.
Tecido paetizado
Feito com paetês de tamanhos iguais ou variados, é usado para fazer vestidos, blusas e jaquetas de festa. Conforme a maneira como é bordado, pode formar estampas ou efeitos de brilho diferentes.
Tie-dye
Estampa artesanal em que uma área do tecido é amarrada e mergulhada em tintas de cores diferentes, criando um tingimento irregular.
Tom sobre tom
Também chamada de ton sur ton (em francês), se refere à combinação de peças de uma produção com a mesma cor em tonalidades próximas, que não causam muito contraste no visual.
Tomara-que-caia
Um tipo de decote que vai até a altura das axilas e se sustenta pela aderência do tecido, dispensando algo que o prenda aos ombros ou ao pescoço.

Trama Fios

transversais dispostos num tear que confeccionam os tecidos

Transpassado

Efeito de sobrepor ou cruzar uma parte do tecido sobre a outra. Esse recurso de costura é usado em camisas, blusas, vestidos e saias.

Trapézio Vestido criado por Yves Saint Laurent em 1958. As linhas da gola e da barra formam um quadrilátero com dois lados paralelos, como a figura geométrica. Amplo e rodado, o modelo pode ser curto ou na altura dos joelhos.
Trench coat
Em inglês, significa “casaco de trincheira”. Tem modelagem ampla, fenda traseira, ombreiras e uma pala larga atrás. Nos punhos, tiras e fivelas. Os bolsos são fechados com tampas.
Tressê
Tipo de efeito ou textura composto pelo entrelaçamento de tiras de couro ou tecido. Bastante usado em bolsas e calçados.
Tricô
Tecido criado através do entrelaçamento de fios de lã ou sintéticos, que pode ser chamado de malha ou malha de tricô. É feito manualmente, com agulhas especiais ou em máquinas, e traz diferentes texturas e relevos, de acordo com o ponto e a linha usados.
Tricoline
Tecido leve de algodão feito com fio penteado, macio e resistente.
Tricoline
Tecido macio e leve, derivado do algodão, e muito utilizado na confecção de camisas, túnicas, vestidos e até calças. Em algumas versões, pode ter um pouco de elastano em sua composição, o que torna as peças ainda mais confortáveis.
T-shirt
Camiseta em inglês. A T-shirt branca foi criada inicialmente para vestir americanos na Segunda Guerra Mundial. Como o tempo ganhou outras cores e modelos diferentes. O nome em inglês da peça veio de seu formato, pois, aberta, ela parece um T. Hoje, a T-shirt (camiseta, em português) é fundamental em qualquer guarda-roupa.
Tule
Originariamente feito de gaze ou seda, o tule é um tecido fino de malha hexagonal, utilizado em adornos de vestidos, chapelaria, roupas de bailarinas e vestidos de noiva.
Túnica
Veste longa e reta, com ou sem mangas, usada desde a Antigüidade. Com o passar do tempo, ganhou comprimentos variados e, nos anos 1970, se tornou unissex. Também pode ser chamada de bata.
Turquesa
Pedra preciosa que empresta seu nome a um tom azul muito intenso, próximo ao verde-água. Sagrada na antiguidade, a pedra era usada pelos egípcios para confeccionar amuletos. Na moda, a cor aparece especialmente no verão, tanto em roupas como nos acessórios.
Tussor
Tecido leve feito com uma variação do fio de seda natural. A lagarta que produz esta seda come somente a folha do carvalho. O tussor é grosso e brilhoso.
Tweed
Acredita-se que a palavra tweed seja uma leitura errônea de tweel, que em escocês significa sarja. O tweed possui uma textura áspera, por ser feito de lã. Muito usado em casacos e ternos.

U

Ultrasued
Tecido sintético de poliéster e poliuretano que não amarrota. Por ser acamurçado, é também muito usado na decoração.
Underground
Ideologia que foge aos padrões da sociedade, esse estilo, que como diz o nome em inglês se refere ao que está abaixo, obscuro, não iluminado, inspirou alguns estilistas na década de 1980. Os tons escuros são uma característica do movimento e os tecidos são de jérsei, malha e denim com silks reluzentes e estampas. Cintos e bolsas coloridas complementam o visual.

V

Velcro
Criado pelo suíço George de Mestral em 1948, o velcro é um tipo de material sintético coberto de pelos cerrados. Composto por um lado de feltro e outro em loop (aro ou anel), que se colam um no outro sobre pressão, o aviamento substitui fivelas, botões e zíperes como fecho de roupas ou acessórios.
Veludo
É um tecido antigo, criado na Índia. Depois apareceu na Europa, após ter sido importado durante muito tempo. Nos séculos XIV e XV foi fabricado exclusivamente na Itália, onde se tornou famoso nas seguintes cidades: Veneza, Florença, Gênova, Milão. O veludo é um tecido que apresenta no lado direito um aspecto peludo, macio e brilhante.
Verniz
Material brilhante e impermeável, usado na fabricação de sapatos, bolsas e cintos. Nos anos 60, ficou bastante conhecido e ganhou cores vibrantes.
Vestido longuete
Vestido com comprimento um pouco abaixo dos joelhos.

Vestido-casaco

Adotado pelas mulheres depois de 1775, o modelo é longo e acinturado e com recortes verticais e saia evasê até os joelhos, numa versão do redingote, que era o casaco de montaria usado pelos homens europeus. Feito de lã, gabardine ou couros. As golas são grandes e os bolsos embutidos.




De bem com seu corpo

Um guia com tudo o que você precisa saber para compor os looks perfeitos para valorizar a silhueta e esconder as imperfeições.

Como descobrir seu tipo de corpo

Meça a largura dos seus ombros, da cintura e da parte mais larga dos quadris. Mas atenção, não dê a volta completa, tire a medida de uma lateral à outra. Passe-as para um papel e compare-as. Por exemplo, se ombros, quadris e cintura tiverem o mesmo tamanho você é retângulo. Mas, se a cintura é fina, ampulheta. Quadris mais largos que ombros e cintura, significa pera. Mas se, em vez disso, os ombros são maiores, você é triângulo invertido. Oval tem cintura um pouco maior do que as outras medidas.

Retângulo

Ombros, quadris e cintura estão na mesma proporção. O corpo costuma ser magro e com poucas curvas.


Ombros, quadris e cintura estão na mesma proporção. O corpo costuma ser magro e com poucas curvas

Atenção: você precisa criar uma ilusão de curvas com recortes e cintos. Outra alternativa é esconder o corpo reto com blusas soltas. Valorize a região do colo, que costuma ser superbonita. Isso ajuda você a desviar os olhares das suas formas retas. Faça os quadris parecerem maiores usando saias evasês e calças com bolsos volumosos. Assim, você cria contraste com a cintura.

Aposte: saias rodadas, cintura levemente baixa, vestidos-casaco, pantalonas, calças pregueadas ou boca-de-sino, mangas , decotes em V ou U, tecidos fluidos ou com textura, casacos e jaquetas.

Evite: golas altas, roupas largas demais como calças baggy, estampas exageradas, blusas justas ou curtas, cós largos, cintura alta, peças muito acinturadas e cintos que contrastam com o resto do look.

Oval

A cintura é maior do que os quadris e os ombros e todas as partes do corpo têm formas arredondadas.


A cintura é maior do que os quadris e os ombros e todas as partes do corpo têm formas arredondadas

Atenção: é preciso disfarçar a barriga com túnicas, camisas e blazers abertos e blusas com decotes verticais. Deixe sempre pele à mostra, seja do colo ou dos braços. Decotes em V e mangas curtas destacam essas regiões. Procure afinar principalmente as coxas e os quadris. Mulheres de pernas bonitas e bem torneadas devem valorizá-las com saias e vestidos na altura dos joelhos.

Aposte: looks monocromáticos, tecidos encorpados, decotes em U ou V, saias e calças retas, lapelas estreitas, túnicas e camisas até a metade dos quadris, salto grosso, anéis e brincos poderosos.

Evite: tecidos volumosos ou colantes, calças e blusas muito largas, cintos, salto fino, bolsas grandes, saias rodadas, cores vibrantes, bolsos e botões exagerados, lenços amarrados no pescoço.

Ampulheta

Os ombros e os quadris têm a mesma medida. A cintura costuma ser fina e as curvas, suaves e harmônicas.

Os ombros e os quadris têm a mesma medida. A cintura costuma ser fina e as curvas, suaves e harmônicas

Atenção: valorize os braços, que geralmente são bonitos e bem torneados. Abuse de regatas e das mangas curtas ou justas. A cintura deve sempre ser marcada com cintos ou pences para realçar as curvas. Caso contrário, você vira um retângulo. Alongue as pernas para deixar a silhueta elegante. Calças com vinco ou padronagem risca-de-giz e saias acima dos joelhos são ótimas escolhas.

Aposte: tecidos maleáveis e de caimento leve, calças e saias retas, produções monocromáticas, vestidos cache-coeur, cintura alta ou marcada, faixas, cintos médios ou finos, poucos acessórios.

Evite: peças estruturadas, abotoamento duplo, pregas, saias volumosas, roupas coladas no corpo ou muito largas, calças amplas ou afuniladas demais, blusas curtas e casacos sem a cintura marcada.

Pera

Os ombros são menores do que os quadris, a cintura geralmente é fina e o corpo tem curvas acentuadas.

Os ombros são menores do que os quadris, a cintura geralmente é fina e o corpo tem curvas acentuadas

Atenção: para equilibrar a silhueta é preciso atrair os olhares para os ombros com blusas chamativas. É importante que a cintura esteja sempre marcada, pois isso fará seu corpo parecer mais esguio. Diminua o volume dos quadris com roupas secas, retas e escuras e desvie a atenção para a parte superior do seu corpo.

Aposte: decotes e detalhes horizontais, blusas e blazers acinturados, saias levemente afuniladas de tecidos firmes, salto alto, brincos chamativos e colares curtos, corte império, cintos e calças retas.

Evite: camisas de punhos largos, bolsas de alças compridas, calças e saias claras, estampadas ou muito justas, bolsos volumosos e bordados na região dos quadris, calças cápri e peças curtíssimas.

Triângulo invertido

Os ombros são maiores do que os quadris. A cintura tende a ser reta, as costas são largas e as pernas, longas e finas.

Os ombros são maiores do que os quadris. A cintura tende a ser reta, as costas são largas e as pernas, longas e finas

Atenção: os ombros precisam parecer menores. Diminua o peso do tronco com blusas de tecidos molengas e decotes estreitos e profundos. Dê destaque aos quadris com peças estampadas, bolsos ou detalhes chamativos. As pernas são a parte mais bonita do seu corpo. Aproveite para valorizá-las com saias, vestidos e bermudas.

Aposte: blusas com babados na barra, decotes em V, detalhes verticais como cachecóis e echarpes, mangas de punho amplo, anéis grandes, braceletes, vestidos e saias evasês e balonês, calças de cores fortes.

Evite: camisas e casacos estampados, bolsas de alças curtas, golas e mangas elaboradas, ombreiras, calças e saias muito justas, cintura alta, blusas ombro a ombro, brincos grandes e colares curtos.

Cachecol

Prepare-se para se enrolar em sofisticação!

Sei que o inverno logo mais estará dando tchau pra esse ano, mas vale a pena as dicas sobre essa peça tão em moda e que faz do look uma sofisticação!

  • CACHECOL LISTRADO

Listras são as padronagens de agora. Coloridas, deixam tudo mais cool. Use com muitas sobreposições.

  • CACHECOL HANDMADE

É o rei do inverno graças ao aspecto “feito pela vovó”. Dê duas voltas ao redor do pescoço, criando quase uma gola alta.

  • CACHECOL FAIR ISLE

O ar 1920 e o espírito bohemian deste inverno tornam a trama, original da ilha escocesa, hot, hot, hot! Aigre


  • ÉCHARPE DE TAPEÇARIA

Lembra tapetes da Índia. Jogue uma das pontas para trás e deixe a outra, maior, cair com classe na frente.

  • KEFIAH

Das culturas árabes para as passarelas! Dobre-o num triângulo e jogue as pontas para trás. Depois, puxe-as para a frente.

  • XALE

Inspirado no Butão, vai do trabalho à festa. Leve sempre na bolsa para colocar displicentemente nos ombros!

  • CACHECOL DE CASHMERE

Deixe as franjas brilharem e dispense grandes acessórios, como brincos longos.

  • XALE-COLETE DE CASHMERE

Dá para usar como colete (tem duas aberturas para os braços) ou enrolá-lo no pescoço, criando uma maxigola.

  • ÉCHARPE DE CASHMERE

Clássica, de cor neutra, é um investimento para toda a vida.

  • GOLA XADREZ

O Velho Oeste está mais novo do que nunca e esta gola laça as cowgirls do asfalto.

  • GOLA DE PELE SINTÉTICA

Para arrematar looks com elegância à la cinqüentinha.

  • GOLA DE TRICÔ MANUAL

Faz o tipo boho chic na certa.

  • FOULARD E LENÇO DE CETIM

Enrole dois lenços e ganhe uma peça só sua.

  • LENÇO DE CETIM COM JADE

Use como gravata e entre em sintonia com Xangai.

  • FOULARD DE SEDA

Crie um lindo laço e dê um toque de feminilidade aos looks masculinos da estação.


Eu me permito

Não abandonar a dieta, não faltar na academia…chega de culpa! Eis uma  lista de coisas boas que você pode fazer com o maior prazer do mundo!!

Dormir até cansar

Você é do tipo que morre de inveja da sua prima de 17 anos que costuma dar uma dormidinha à tarde durante a semana? Não se culpe. A inveja, nesse caso, é compreensível e totalmente justificada. Dormir bastante, até o corpo dizer chega, faz um bem enorme, muito maior do que passar a madrugada malhando em uma academia 24 horas. “O reflexo, a capacidade de concentração, o raciocínio, os hormônios de emagrecimento, tudo isso melhora quando você dorme as horas de que o seu organismo necessita”, explica Lia Bittencourt, professora-adjunta de medicina e biologia do sono da Unifesp. As tradicionais oito horas recomendadas não valem para todo mundo. Você precisa descobrir qual é a sua quantia ideal de hibernação diária. “Nesse período de férias, faça um teste: durma à vontade durante vários dias. Assim, você vai saber quantas horas o seu corpo pede de sono. Pode ser seis, oito, dez, 12. Varia de pessoa para pessoa”, diz Lia. E se o resultado der 14 horas? Diga para todo mundo que você é assim mesmo, uma pessoa que PRE-CI-SA dormir isso tudo para ser alguém feliz.

Tirar um ano sabático

Acredite, parar tudo e se dedicar a um projeto pessoal não é só coisa de gente muito maluca ou muito rica. Adriana Salles Gomes, co-autora do Guia Fuja por um Ano (Publifolha), ensina como virar uma mulher sabática e não se dar mal na volta ao mundo real. O básico: planejar a temporada com antecedência, traçar um roteiro e calcular quanto dinheiro vai ser necessário. Para não ficar ao léu, você pode negociar com seu chefe um período de licença não remunerada, ir atrás de uma bolsa de estudo ou algum trabalho numa ONG. Por fim, Adriana dá outros dois toques importantíssimos: “Espalhe que você está tirando um período sabático para ampliar seus conhecimentos e faça uma mala pequena”. Nada mais chato do que sair pelo mundo querendo ganhar bagagem cultural com quilos e quilos de roupas nas costas.

Dar uma de Thelma & Louise

Tudo bem, você pode adorar ir todo ano para o resort pertinho da sua cidade, onde já conhece o garçom, a recepcionista e o papagaio mascote. Mas tente fazer algo diferente, sem ter um roteiro milimetricamente programado. Flávia Soares Julius, publicitária e co-autora do livro Viaje Sozinha (Original), acha que vale a pena tanto ir sozinha como com as amigas. “Com bom humor e pensamento positivo, a experiência solo tem tudo para ser fantástica. E vicia: a tendência é você ganhar independência e repetir a dose muitas vezes. Não há liberdade melhor”, garante ela. “Já uma viagem com as amigas, desde que com as amigas certas, tem tudo para ser divertidíssima, embora seja mais provável que você conheça mais gente e absorva melhor o clima do lugar se estiver sozinha, pronta para o que der e vier”, diz. Resumindo: pé na estrada, Thelma! Com ou sem Louise!

Fazer um corte de cabelo diferente

“Todo mundo, pelo menos uma vez na vida, precisa de uma mudança radical no cabelo: virar loira, ruiva, pintar de preto, cortar muito curto ou colocar mega-hair”, diz o cabeleireiro Wilson Eliodorio, de São Paulo. A tese dele é que você deve usar a cabeleira para se libertar, ou seja, transformar seu visual e, de quebra, mudar também de atitude. “Só que, para isso dar certo, é bom você ter alguém de confiança ao seu lado na hora da reviravolta, alguém que a ajude a fazer uma composição visual. Não precisa ser um cabeleireiro estrelado. Pode ser o seu amigo gay, uma amiga cheia de opinião, qualquer pessoa que conheça você bem”, completa Wilson. E prepare-se: é normal que esse seu radicalismo cause uma reação nas pessoas (nem sempre boa) e um certo estranhamento inicial. Mas nada que você, com sua nova atitude de mulher ousada, não tire de letra.

Enfiar o pé na jaca com as amigas

Sair com as amigas, sem hora para voltar para casa, deveria ser considerado pela Organização Mundial de Saúde tão saudável quanto comer comida orgânica. Você se torna uma pessoa mais interessante, acaba fazendo uma espécie de terapia em grupo de graça e fica com um repertório incrível de boas histórias. Mônica Martelli, autora e atriz da peça Os Homens São de Marte… E É para Lá Que Eu Vou!, em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, faz isso sempre e tem uma cena memorável de uma dessas baladas. “Eu e duas amigas resolvemos ter uma noitada completa: cinema, jantar e uma festa. Como a roupa tinha que combinar com todas as etapas, resolvemos usar um look básico e trocar os acessórios entre um programa e outro. Então, depois do filme, fomos para o estacionamento e ficamos quase uma hora no carro, naquela movimentação de troca de roupa, de maquiagem. Enfim, três mulheres emboladas dentro de um Gol! Fomos para o restaurante e para a festa, mas o melhor da noite foi ficar relembrando nosso troca-troca de roupas e a cara espantada do vigia”, diz.

Gastar os tubos num clássico da moda

Você pode ser uma mulher esperta e fazer produções boas e baratas nos grandes magazines. Está certíssima! Mas algumas peças, aqueles clássicos grifados, custam mais caro e valem cada centavo. “É o caso de uma bolsa Chanel. Você pode pagar um valor alto por ela sem culpa porque está levando uma eterna companheira”, diz Loly Monfort, dona do brechó Trash Chic, em São Paulo. O mesmo vale para um trench coat Burberry ou um lenço de seda Ferragamo. São os caros que saem barato pelo número de vezes que você vai sair com eles – sem falar que a sensação de ficar chic e poderosa não tem preço.

Quebrar regras

Na moda, no sexo, nas festas… Enfim, na vida, às vezes é preciso esquecer as convenções. Não que a gente queira que você incorpore a Britney Spears e saia por aí surrupiando isqueiros. Só que o fato é: o mundo só evolui porque alguém, um dia, resolve fazer algo diferente do resto. De uma mudança na receita de um bolo a uma maneira nova de trabalhar, há inúmeras regras que você pode quebrar sem ir para o xadrez. Sim, você pode topar com olhares reprovadores. Como diz Maria Rodale, co-autora do livro O Prazer É Meu (Arx), a ridicularização “é o jeito que as pessoas encontram para tentar evitar mudanças”. O gostinho da transgressão vale a pena.

Arrumar tempo livre

Parece fácil, mas não é. Ter tempo livre não é simplesmente preencher o seu fim de semana com atividades não profissionais, como ir almoçar com uma amiga, depois fazer compras e logo em seguida sair correndo para a massagem. Anna Verônica Mautner, psicanalista e membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, explica que isso não é tempo livre. “Não adianta estabelecer um determinado tempo por dia ou semana para chamar de livre porque a tendência dos seres com alma burocrática é torná-lo superocupado: ginástica, caminhada, compras, visitas. Tempo livre, de verdade, é quando não há nada pré-marcado. É aquele tempo para ficar à toa, não marcar um milhão de tarefas para esses minutos e só fazer o que der na telha”, diz. E se não der nada na sua telha, não se culpe. Liberdade é isso aí.

Descombinar sua casa

Foi-se o tempo em que ter uma casa legal, bem decorada, significava combinar tudo com tudo. Agora, a onda é justamente o contrário: não usar nada que forme conjuntinhos. A arquiteta Carolina Maluhy, de São Paulo, é a maior adepta da decoração espontânea, quando a pessoa junta um vaso que ganhou da avó com um quadro supermoderno. “Uma casa que é toda moderna ou toda retrô fica parecendo um show room de loja de decoração ou um antiquário. É lindo entrar numa casa e achar objetos de viagem, uma estante desarrumada, jornal do dia em cima da mesa. Um ambiente, para ser gostoso, precisa ter vida, mostrar que alguém mora nele”, diz. Isso não significa, claro, espalhar roupas e sapatos pela sala e achar que está abafando.

Ter uma experiência gastronômica inédita

Ninguém aqui está falando na prova dos reality shows em que os participantes têm que comer minhocas. A idéia é experimentar algo exótico e gostoso, que dê um upgrade no seu paladar. Andrea Kaufmann, chef do AK Delicatessen, em São Paulo, conta que sua última experiência libertadora foi comer ouriço-do-mar vivo, na Bahia. “O sabor é maravilhoso, uma iguaria”, diz. Ouriço vivo é um pouco demais? Não desanime. A experiência pode ser a fruta diferentona que você sempre vê no supermercado e nunca compra, um prato coreano, um sal gourmet… Sabores não faltam por aí!

Sair sem celular

Vai dizer que você não tem uma amiga que anda com três celulares? Parece que as pessoas nunca precisaram tanto de telefone como hoje em dia – e até parece que é tudo assim tão inadiável, né? Experimente a sensação de sair sem celular um dia na vida. Se for se sentir melhor, finja para você mesma que esqueceu o bendito em casa. O cineasta Eduardo Coutinho, diretor do documentário Jogo de Cena, é um adepto dessa prática. Tão adepto que não tem celular. “Odeio imaginar que as pessoas saibam exatamente onde eu estou. Trabalho em dois lugares com telefone e ainda tem o da minha casa. Então, se a pessoa não me achar agora, acha daqui a pouco ou amanhã. Nada é tão urgente assim que não possa esperar. Quando estou na rua e preciso muito falar com alguém, compro um cartão telefônico e uso o orelhão ou peço o celular de algum amigo emprestado, desde que ele me ensine a ligar e desligar porque eu não sei. Celular é mania de brasileiro, que admira qualquer bugiganga. Talvez, com filho pequeno ou sendo taxista, comprasse um”, conta.




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