Eu me permito

Não abandonar a dieta, não faltar na academia…chega de culpa! Eis uma  lista de coisas boas que você pode fazer com o maior prazer do mundo!!

Dormir até cansar

Você é do tipo que morre de inveja da sua prima de 17 anos que costuma dar uma dormidinha à tarde durante a semana? Não se culpe. A inveja, nesse caso, é compreensível e totalmente justificada. Dormir bastante, até o corpo dizer chega, faz um bem enorme, muito maior do que passar a madrugada malhando em uma academia 24 horas. “O reflexo, a capacidade de concentração, o raciocínio, os hormônios de emagrecimento, tudo isso melhora quando você dorme as horas de que o seu organismo necessita”, explica Lia Bittencourt, professora-adjunta de medicina e biologia do sono da Unifesp. As tradicionais oito horas recomendadas não valem para todo mundo. Você precisa descobrir qual é a sua quantia ideal de hibernação diária. “Nesse período de férias, faça um teste: durma à vontade durante vários dias. Assim, você vai saber quantas horas o seu corpo pede de sono. Pode ser seis, oito, dez, 12. Varia de pessoa para pessoa”, diz Lia. E se o resultado der 14 horas? Diga para todo mundo que você é assim mesmo, uma pessoa que PRE-CI-SA dormir isso tudo para ser alguém feliz.

Tirar um ano sabático

Acredite, parar tudo e se dedicar a um projeto pessoal não é só coisa de gente muito maluca ou muito rica. Adriana Salles Gomes, co-autora do Guia Fuja por um Ano (Publifolha), ensina como virar uma mulher sabática e não se dar mal na volta ao mundo real. O básico: planejar a temporada com antecedência, traçar um roteiro e calcular quanto dinheiro vai ser necessário. Para não ficar ao léu, você pode negociar com seu chefe um período de licença não remunerada, ir atrás de uma bolsa de estudo ou algum trabalho numa ONG. Por fim, Adriana dá outros dois toques importantíssimos: “Espalhe que você está tirando um período sabático para ampliar seus conhecimentos e faça uma mala pequena”. Nada mais chato do que sair pelo mundo querendo ganhar bagagem cultural com quilos e quilos de roupas nas costas.

Dar uma de Thelma & Louise

Tudo bem, você pode adorar ir todo ano para o resort pertinho da sua cidade, onde já conhece o garçom, a recepcionista e o papagaio mascote. Mas tente fazer algo diferente, sem ter um roteiro milimetricamente programado. Flávia Soares Julius, publicitária e co-autora do livro Viaje Sozinha (Original), acha que vale a pena tanto ir sozinha como com as amigas. “Com bom humor e pensamento positivo, a experiência solo tem tudo para ser fantástica. E vicia: a tendência é você ganhar independência e repetir a dose muitas vezes. Não há liberdade melhor”, garante ela. “Já uma viagem com as amigas, desde que com as amigas certas, tem tudo para ser divertidíssima, embora seja mais provável que você conheça mais gente e absorva melhor o clima do lugar se estiver sozinha, pronta para o que der e vier”, diz. Resumindo: pé na estrada, Thelma! Com ou sem Louise!

Fazer um corte de cabelo diferente

“Todo mundo, pelo menos uma vez na vida, precisa de uma mudança radical no cabelo: virar loira, ruiva, pintar de preto, cortar muito curto ou colocar mega-hair”, diz o cabeleireiro Wilson Eliodorio, de São Paulo. A tese dele é que você deve usar a cabeleira para se libertar, ou seja, transformar seu visual e, de quebra, mudar também de atitude. “Só que, para isso dar certo, é bom você ter alguém de confiança ao seu lado na hora da reviravolta, alguém que a ajude a fazer uma composição visual. Não precisa ser um cabeleireiro estrelado. Pode ser o seu amigo gay, uma amiga cheia de opinião, qualquer pessoa que conheça você bem”, completa Wilson. E prepare-se: é normal que esse seu radicalismo cause uma reação nas pessoas (nem sempre boa) e um certo estranhamento inicial. Mas nada que você, com sua nova atitude de mulher ousada, não tire de letra.

Enfiar o pé na jaca com as amigas

Sair com as amigas, sem hora para voltar para casa, deveria ser considerado pela Organização Mundial de Saúde tão saudável quanto comer comida orgânica. Você se torna uma pessoa mais interessante, acaba fazendo uma espécie de terapia em grupo de graça e fica com um repertório incrível de boas histórias. Mônica Martelli, autora e atriz da peça Os Homens São de Marte… E É para Lá Que Eu Vou!, em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, faz isso sempre e tem uma cena memorável de uma dessas baladas. “Eu e duas amigas resolvemos ter uma noitada completa: cinema, jantar e uma festa. Como a roupa tinha que combinar com todas as etapas, resolvemos usar um look básico e trocar os acessórios entre um programa e outro. Então, depois do filme, fomos para o estacionamento e ficamos quase uma hora no carro, naquela movimentação de troca de roupa, de maquiagem. Enfim, três mulheres emboladas dentro de um Gol! Fomos para o restaurante e para a festa, mas o melhor da noite foi ficar relembrando nosso troca-troca de roupas e a cara espantada do vigia”, diz.

Gastar os tubos num clássico da moda

Você pode ser uma mulher esperta e fazer produções boas e baratas nos grandes magazines. Está certíssima! Mas algumas peças, aqueles clássicos grifados, custam mais caro e valem cada centavo. “É o caso de uma bolsa Chanel. Você pode pagar um valor alto por ela sem culpa porque está levando uma eterna companheira”, diz Loly Monfort, dona do brechó Trash Chic, em São Paulo. O mesmo vale para um trench coat Burberry ou um lenço de seda Ferragamo. São os caros que saem barato pelo número de vezes que você vai sair com eles – sem falar que a sensação de ficar chic e poderosa não tem preço.

Quebrar regras

Na moda, no sexo, nas festas… Enfim, na vida, às vezes é preciso esquecer as convenções. Não que a gente queira que você incorpore a Britney Spears e saia por aí surrupiando isqueiros. Só que o fato é: o mundo só evolui porque alguém, um dia, resolve fazer algo diferente do resto. De uma mudança na receita de um bolo a uma maneira nova de trabalhar, há inúmeras regras que você pode quebrar sem ir para o xadrez. Sim, você pode topar com olhares reprovadores. Como diz Maria Rodale, co-autora do livro O Prazer É Meu (Arx), a ridicularização “é o jeito que as pessoas encontram para tentar evitar mudanças”. O gostinho da transgressão vale a pena.

Arrumar tempo livre

Parece fácil, mas não é. Ter tempo livre não é simplesmente preencher o seu fim de semana com atividades não profissionais, como ir almoçar com uma amiga, depois fazer compras e logo em seguida sair correndo para a massagem. Anna Verônica Mautner, psicanalista e membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, explica que isso não é tempo livre. “Não adianta estabelecer um determinado tempo por dia ou semana para chamar de livre porque a tendência dos seres com alma burocrática é torná-lo superocupado: ginástica, caminhada, compras, visitas. Tempo livre, de verdade, é quando não há nada pré-marcado. É aquele tempo para ficar à toa, não marcar um milhão de tarefas para esses minutos e só fazer o que der na telha”, diz. E se não der nada na sua telha, não se culpe. Liberdade é isso aí.

Descombinar sua casa

Foi-se o tempo em que ter uma casa legal, bem decorada, significava combinar tudo com tudo. Agora, a onda é justamente o contrário: não usar nada que forme conjuntinhos. A arquiteta Carolina Maluhy, de São Paulo, é a maior adepta da decoração espontânea, quando a pessoa junta um vaso que ganhou da avó com um quadro supermoderno. “Uma casa que é toda moderna ou toda retrô fica parecendo um show room de loja de decoração ou um antiquário. É lindo entrar numa casa e achar objetos de viagem, uma estante desarrumada, jornal do dia em cima da mesa. Um ambiente, para ser gostoso, precisa ter vida, mostrar que alguém mora nele”, diz. Isso não significa, claro, espalhar roupas e sapatos pela sala e achar que está abafando.

Ter uma experiência gastronômica inédita

Ninguém aqui está falando na prova dos reality shows em que os participantes têm que comer minhocas. A idéia é experimentar algo exótico e gostoso, que dê um upgrade no seu paladar. Andrea Kaufmann, chef do AK Delicatessen, em São Paulo, conta que sua última experiência libertadora foi comer ouriço-do-mar vivo, na Bahia. “O sabor é maravilhoso, uma iguaria”, diz. Ouriço vivo é um pouco demais? Não desanime. A experiência pode ser a fruta diferentona que você sempre vê no supermercado e nunca compra, um prato coreano, um sal gourmet… Sabores não faltam por aí!

Sair sem celular

Vai dizer que você não tem uma amiga que anda com três celulares? Parece que as pessoas nunca precisaram tanto de telefone como hoje em dia – e até parece que é tudo assim tão inadiável, né? Experimente a sensação de sair sem celular um dia na vida. Se for se sentir melhor, finja para você mesma que esqueceu o bendito em casa. O cineasta Eduardo Coutinho, diretor do documentário Jogo de Cena, é um adepto dessa prática. Tão adepto que não tem celular. “Odeio imaginar que as pessoas saibam exatamente onde eu estou. Trabalho em dois lugares com telefone e ainda tem o da minha casa. Então, se a pessoa não me achar agora, acha daqui a pouco ou amanhã. Nada é tão urgente assim que não possa esperar. Quando estou na rua e preciso muito falar com alguém, compro um cartão telefônico e uso o orelhão ou peço o celular de algum amigo emprestado, desde que ele me ensine a ligar e desligar porque eu não sei. Celular é mania de brasileiro, que admira qualquer bugiganga. Talvez, com filho pequeno ou sendo taxista, comprasse um”, conta.




Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: